EDUCAÇÃO Professora baiana participa da etapa nacional de olimpíada em Brasília
A Bahia terá representantes na etapa nacional da Olimpíada Nacional de Eficiência Energética (ONEE) 2026, realizada entre esta terça-feira, 3, e sexta-feira, 6, em Brasília. Entre os selecionados está a professora Valéria Danielly Bezerra, do Colégio Estadual da Bahia Central, em Salvador, que embarca nesta terça para participar da programação ao lado de estudantes e educadores de outros estados.
A etapa final reúne os destaques de cada unidade da Federação para a Semana Olímpica, que contará com um Desafio Final Gamificado e uma prova objetiva, realizados na sede da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). As atividades definirão o Grande Campeão da ONEE 2026. A cerimônia nacional de premiação está prevista para quinta-feira, 5, também na capital federal, com a participação de estudantes, professores e representantes das instituições parceiras. Os custos da viagem e da participação são custeados pela organização.
Tudo sobre Educação em primeira mão!Professora de Matemática e Educação Sociocientífica, Valéria destaca que a classificação representa não apenas uma conquista individual, mas o resultado de um trabalho coletivo desenvolvido no Colégio Central.
“É uma alegria muito grande e uma responsabilidade representar a Bahia levando comigo o trabalho de toda a equipe do Colégio Estadual da Bahia Central. Essa conquista foi construída junto com nossa diretora, Rosenilda Mesquita, e com os colegas Fernanda Brito (Química), Nívea Guedes (Biologia), Franklin Carneiro (Geografia) e Anna Beatriz (EducaMais). Estar entre os professores selecionados representa, para mim, a potência do trabalho em equipe”, afirma.
A participação na ONEE integra um conjunto de iniciativas de incentivo às olimpíadas acadêmicas desenvolvidas pela escola, como a Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira (OLITEF) e a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). Segundo a professora, a mobilização dos estudantes também contou com o apoio da gestão escolar e exigiu planejamento para conciliar as atividades da competição com a rotina pedagógica.
Eficiência energética dentro e fora da sala de aula
Para Valéria, abordar a eficiência energética no ambiente escolar permite aproximar os conteúdos curriculares de situações presentes no cotidiano dos estudantes. Entre as possibilidades estão a análise de contas de energia, a interpretação de gráficos, a comparação do consumo de equipamentos e a discussão sobre hábitos de consumo.
No Colégio Central, o tema também se relaciona aos cursos de Meio Ambiente e Administração, iniciados neste ano, e à Ecofeira, projeto aprovado para o Seminário Territorial. A iniciativa envolve lojas colaborativas, uso de moeda social própria, chamada CENTRAL, e atividades voltadas à economia circular e ao consumo consciente.
A professora avalia que a integração entre diferentes áreas do conhecimento contribui para que os jovens desenvolvam autonomia e capacidade de tomar decisões. Ela também destaca que a participação em olimpíadas nacionais evidencia o potencial dos estudantes da rede pública quando encontram oportunidades de aprendizagem e incentivo.
Colégio Central se destaca em competição de Matemática

Além da participação na ONEE, o Colégio Central também comemora resultados em competições científicas. Entre os destaques está o estudante Jancarllo Nascimento, da 1ª série A, que conquistou medalha de prata na 4ª Copa Nordestina de Matemática (Conemat), realizada entre 29 de outubro e 1º de novembro, em Natal, no Rio Grande do Norte.
O estudante representou a Bahia na competição, que reuniu participantes de oito dos nove estados nordestinos. A delegação baiana contou com três estudantes, dois de Salvador e um de Guanambi, selecionados após conquistarem medalhas de ouro na Olimpíada de Matemática do Estado da Bahia (OMEBA).
De acordo com o professor de Matemática Carlos Nascimento Rocha Neto, conhecido como Carlos Rocha, Jancarllo obteve o melhor resultado entre os estudantes de escolas públicas e conquistou a medalha de prata no ranking geral, que reuniu alunos de instituições públicas e privadas.
A preparação começou em fevereiro, por meio do Treinamento Olímpico em Matemática (TOM), projeto de extensão da Universidade Federal da Bahia (UFBA). A iniciativa é conduzida pelo professor, que também é doutorando em Matemática na universidade, com o apoio de um tutor e ex-aluno do Colégio Central, medalhista em olimpíadas e atualmente graduando na área.
Para o professor de matemática Carlos Rocha, o resultado demonstra a importância de garantir acesso a uma preparação especializada e ao acompanhamento contínuo dos estudantes da rede pública.
“Essa medalha demonstra que, quando oferecemos orientação de qualidade, dedicação e investimento na educação pública, nossos estudantes são plenamente capazes de competir com alunos de excelentes escolas públicas e privadas de toda a região Nordeste e alcançar resultados extraordinários”, afirma.
O professor também ressalta que as olimpíadas científicas ajudam a identificar talentos e ampliar as perspectivas acadêmicas dos jovens, especialmente daqueles que nem sempre têm acesso a oportunidades de formação complementar.
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