Marcos Rogério terá a saúde pública como prioridade nos primeiros 100 dias
O setor de saúde foi um fracasso na gestão que se encerra.
Experiência nota dez
Unir a mais avançada tecnologia mundial com os saberes milenares dos povos amazônicos tem ido um sonho possível e desde já se pode considerar um objetivo alcançado a partir do desenvolvimento do projeto Meninas na Ciência.
Iniciativa de extensão universitária voltada a incentivar a participação feminina na pesquisa, o projeto avançou com o aproveitamento da cultura popular da região Norte – neste caso específico a sabedoria dos povos Wajãpi – para a fabricação de biocosméticos com propriedades hidratantes, regenerativas e anti-inflamatórias. Foram as próprias meninas que escolheram o ramo, já que não manifestaram interesse nas ciências exatas.
O modus operandi do projeto por si só já é digno de figurar no rol das experiências de sucesso na integração da sabedoria popular com as iniciativas científicas e empresariais. Começou com as meninas inscritas no projeto recebendo tanto as orientações científicas acadêmicas quanto as experiências diretas com os povos indígenas. Nesse sentido, é um experimento exemplar.
Se isso fosse tudo já seria muito, mas há mais. As meninas inscritas para essas tarefas depois vão compartilhar o conhecimento obtido com escolas agrícolas, outras meninas da academia da universidade e das comunidades. E não é só: o projeto incentiva as estudantes a empreender a partir dos produtos que produzem, servindo para a vida toda . Nota máxima merecida.
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Lideranças emergentes
É natural que lideranças emergentes que despontaram nas eleições deste ano sejam cogitadas para disputar a prefeitura de Porto Velho em 2028. São os casos da deputada federal eleita Sofia Andrade (PL) e daquela que foi candidata ao Senado Luciana de Oliveira, muito bem votada na capital. Mas quem se encorajar a entrar nesta disputa pelo Prédio do Relógio que se prepare para enfrentar um prefeito de garras afiadas, que é Leo Moraes e o ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves, nomes de cotação elevada para a corrida sucessória nestas bandas. Os ex-prefeitos José Guedes, Roberto Sobrinho e Mauro Nazif descartam entrar nesta dança.
Transição em andamento
Com relação a transição entre o governo atual e a do próximo governador Marcos Rogério (PL) que toma posse em janeiro, o deputado federal Lucio Mosquini (PL-Ouro Preto do Oeste) que coordena os trabalhos, vai desenterrando os esqueletos da gestão Marcos Rocha para apresentar um quadro realista da situação do erário estadual para a gestão que se avizinha. Lucio já definiu como a grande prioridade para os primeiros 100 dias da administração de Marcos Rogério a saúde pública, um fracasso na gestão que se encerra. Outra situação caótica para ser enfrentada é a segurança pública.
Os ex-presidentes
Comenta-se nos círculos políticos que os ex-presidentes da Assembleia Legislativa Laerte Gomes (Ji-Paraná), Marcelo Cruz (Porto Velho) e Alex Testoni (Ariquemes) podem entrar na disputa do comando da nova mesa diretora da casa de leis estadual para a próxima legislatura. Testoni está no poder e tem mais facilidade para projetar seu nome. No entanto, já temos vários parlamentares comprometidos com a candidatura do deputado estadual Alan Queiroz (Porto Velho) que é considerado a bola da vez. As costuras ocorrem nos bastidores e o deputado Jean de Oliveira, já na quarta reeleição, também recebe adesões para participar desta peleja.
Com boa atuação
É inexplicável as derrotas nas urnas em 4 de outubro das deputadas estaduais Ieda Chaves (Porto Velho), Rosangela Donadon (Vilhena) e Lebrinha (São Miguel do Guaporé). As três cumpriram mandatos de excelência na legislatura e Ieda Chaves por exemplo, tinha sido a segunda parlamentar mais bem votada no pleito anterior. No entanto mesmo bem votadas, as três sucumbiram nas urnas com o surgimento de novas lideranças. A representatividade feminina caiu na ALE. Eram cinco parlamentares, agora teremos três, as reeleitas Claudia de Jesus (Ji-Paraná), Tàssia (Guajará Mirim) reeleitas e Fátima Cleide (Porto Velho) eleita.
Luta de clãs
A disputa pelo Palácio do Café, sede da prefeitura de Cacoal em 2028 deverá envolver dois clãs políticos locais. De um lado, o clã Deiró, do candidato a vice-governador Cirone do ex-prefeito Hildon Chaves, de outro lado o clã Fúria, que tem como patriarca o ex-prefeito da capital do café Adailton Fúria e agora a recém-eleita deputada federal Joliane Fúria. Um belo embate que pode marcar o ressurgimento de Adailton Fúria no cenário estadual e sendo candidato habilitado largaria como franco favorito, já que foi o prefeito melhor avaliado em Rondônia na sua reeleição com quase 80 por cento dos votos.
Plano cebolinha
Com um plano cebolinha, o ex-senador Expedito Junior lançou na campanha passada dois candidatos ao governo do estado. Pelo PT projetou seu filho Expedito Neto, pelo PSD, o ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria, pintado como um novo Ivo Cassol nas paradas de sucesso. Obter sucesso numa empreitada que rachava estas duas postulações era muito difícil, mas Expedito com sua lábia envolveu o governador Marcos Rocha, o empresário das comunicações Everton Leoni – este indicado por Cassol para ser vice - no projeto de Fúria cuja tentativa contrariava os ventos que assopravam a favor do bolsonarismo no estado. Com isto, o PT e seu puxadinho PSD tubularam gloriosamente, como se viu nas urnas.
Via Direta
*** Os corretores imobiliários de Porto Velho já estavam urrando com o recuo na venda de imóveis financiados durante 2026. Agora vão se descabelar mais ainda com o aumento das taxas de juros anunciadas pelo Bradesco, Santander e Itaú, os principais bancos privados do País *** Uma situação preocupante para o setor imobiliário em queda nos últimos dois anos na capital rondoniense *** Mas se no ramo imobiliário a coisa desandou, o setor de supermercados cresceu muito em 2026 com novas unidades inauguradas pelos Irmãos Gonçalves, Nova Era e Meta 21. Mesmo com a carestia é uma área em expansão.
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