Efeito do fim das bets: vendas em supermercados sobem e clubes perdem milhões
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva proibiu as apostas esportivas e os cassinos online no Brasil a partir de 5 de outubro
Por AFP
Notícia
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Atualizado às 10:31, 04/11/2026 | Publicado às 23:00, 03/11/2026
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Resumo
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A Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) registrou alta de 6,5% no consumo de alimentos após a proibição das apostas online, com o dinheiro retornando às necessidades básicas e ao pagamento de dívidas.
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Clubes da Série A relatam forte queda nas receitas com o fim dos patrocínios; o Flamengo, por exemplo, calcula um impacto de R$ 430 milhões anuais em suas finanças.
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A Suprema Corte realiza audiência pública para avaliar ações movidas por empresários do setor de apostas que tentam anular a decisão do governo.
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Representantes dos clubes criticaram o prazo de apenas dez dias para o fim dos patrocínios no Brasil, em contraste com o período de transição concedido em países europeus.
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O Congresso Nacional deve votar a proibição até o final de janeiro para decidir se anula a medida ou se a ratifica de forma permanente.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva proibiu as apostas esportivas e os cassinos online no Brasil a partir de 5 de outubro, em plena campanha pela reeleição, que ele conquistou no segundo turno contra Flávio Bolsonaro.
O governo argumentou que essas plataformas estavam endividando a população de forma excessiva.
Agora, o Supremo Tribunal analisa diversas ações movidas por empresários do setor de apostas que buscam anular a decisão do presidente.
Fim das bets: o que dizem os clubes
Os principais clubes do futebol brasileiro, a maioria dos quais mantinha acordos de patrocínio com casas de apostas, apoiaram as demandas do setor durante a audiência pública.
O Flamengo estima que a proibição acarrete "uma queda de aproximadamente 430 milhões de reais anuais em receitas", afirmou Flávio de Araújo Willeman, vice-presidente do clube, durante uma audiência na sede da Suprema Corte.
Por outro lado, o setor supermercadista celebra um aumento nas vendas e atribui o fato à proibição das apostas.
Em comparação com 2025, "identificamos um crescimento real de 6,5% no consumo de alimentos" na primeira semana após a proibição, disse João Galassi, presidente da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS).
Os recursos que antes eram destinados às casas de apostas "já estão retornando para a alimentação, o pagamento de dívidas e as necessidades das famílias", acrescentou Galassi.
Representantes de alguns clubes ressaltaram que outros países que proibiram a publicidade de apostas — como Bélgica, Itália e Espanha — concederam às equipes um período de vários meses para a transição, enquanto, no Brasil, o prazo foi de apenas dez dias.
O Congresso também analisa a proibição e deverá votar a questão antes do final de janeiro, seja para anular a decisão de Lula ou para ratificá-la de forma permanente.
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