Bets ameaçam ingresso e permanência de estudantes no ensino superior
Ministro da Educação alerta para impacto das apostas nas mensalidades. Pesquisa estima quase 1 milhão de potenciais ingressantes em risco
Por Ana Beatriz Casseb, Lara Vieira
Notícia
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Publicado às 19:13, 04/11/2026
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Resumo
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Apostas on-line comprometem o acesso e a permanência no ensino superior;
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Pesquisa aponta que 14% dos universitários entrevistados atrasaram mensalidades ou trancaram cursos por causa das bets.
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Quase 987 mil potenciais ingressantes em faculdades privadas estavam em risco de não efetivar matrícula em 2026;
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MEC acompanha os casos e busca alternativas para apoiar estudantes afetados.
Segundo ele, universitários têm atrasado mensalidades e até abandonado cursos por causa das bets. “Pesquisas demonstram que quase um milhão de estudantes que estavam cursando faculdades no Brasil tiveram problemas por não ter dinheiro para as mensalidades por conta das bets”, afirmou.
O cenário também afeta quem pretende iniciar uma graduação. Levantamento da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) e da Educa Insights, realizado entre 20 e 24 de março de 2025, ouviu 2.317 pessoas de 18 a 35 anos interessadas em ingressar na rede privada.
De acordo com a pesquisa "O Impacto das Bets 2", 14% dos entrevistados que já haviam iniciado uma graduação relataram ter atrasado mensalidades ou trancado o curso devido aos gastos com apostas. O estudo também estimou que 986.779 potenciais ingressantes poderiam deixar de efetivar a matrícula no primeiro semestre de 2026 pelo mesmo motivo.
Entre os entrevistados que tinham o hábito de apostar, 43% manifestavam interesse em iniciar uma graduação. O levantamento também apontou que 34% dos interessados em ingressar no primeiro semestre de 2025 acreditavam que não iniciariam o curso por terem comprometido recursos com apostas.
Uma estimativa divulgada em setembro de 2026 aponta que cerca de 1,1 milhão de universitários poderiam ser afetados. Somados aos potenciais ingressantes em risco, os números chegam a aproximadamente 2 milhões de brasileiros com a trajetória acadêmica potencialmente comprometida.
Acompanhamento dos casos
Questionado sobre medidas de apoio aos estudantes, Barchini afirmou que o Ministério da Educação acompanha as ocorrências em diálogo com instituições e entidades representativas do ensino superior privado. O ministro também citou protocolos de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) para pessoas afetadas pelas apostas.
“Estamos trabalhando em conjunto com o governo para acharmos essas saídas e superarmos isso o mais rápido possível”, declarou.
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