Caso Sérgio CabeloMotociclista é condenado a 15 anos pela morte do conselheiro do Paysandu em Ananindeua Júri reconheceu homicídio duplamente qualificado; réu levou o atirador ao local e garantiu a fuga, segundo a sentença
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Resumo
- Ozimar Silva Brito foi condenado a 15 anos em regime inicialmente fechado
- Ele pilotava a motocicleta usada no assassinato de Sérgio Cabelo
- Vítima era conselheiro efetivo do Paysandu, morta em 28 de novembro de 2024
- Júri reconheceu motivo torpe e meio que impediu a vítima de se defender
- Ao réu foi vedado, pelo juiz, o direito de aguardar o recurso em liberdade
- Desde 22 de agosto de 2025, Ozimar cumpre prisão preventiva

Passado mais de um ano do crime, o caso Sérgio Cabelo teve novo capítulo nos tribunais. Por participação na morte do conselheiro efetivo do Paysandu, Sérgio Francisco da Costa Júnior, Ozimar Silva Brito recebeu pena de 15 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, decretada na última quarta-feira (4) pelo Tribunal do Júri de Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém.
De acordo com a sentença, Ozimar foi quem conduziu a motocicleta empregada na ação. O magistrado o reconheceu como coautor do homicídio: ele teria levado o atirador até o ponto do crime e assegurado a fuga assim que os disparos foram feitos.
Em Ananindeua, na manhã do dia 28 de novembro de 2024, por volta das 7h, Sérgio Cabelo saía de sua residência quando foi assassinado.
Crime foi premeditado, aponta a Justiça
A Justiça classifica o ato como premeditado. De acordo com a sentença, Ozimar teria deixado Tailândia em direção a Ananindeua e, na noite anterior ao crime, teria se hospedado num hotel ao lado do comparsa.
Como motivo, ficou registrada a ganância, vinculada à promessa de um ganho em dinheiro caso colaborasse com o homicídio.
Como o júri chegou aos 15 anos
Durante a sessão, os jurados reconheceram que o crime foi cometido com dupla qualificação: por motivo torpe e mediante recurso que tirou da vítima a chance de se defender.
Ao fixar a pena, o magistrado tomou como base inicial 14 anos de reclusão. Esse total chegou a 16 anos após a segunda qualificadora ser tratada como agravante e depois recuou para 15 anos, já que ficou reconhecida a confissão parcial.
Na unidade policial, Ozimar admitiu ter conduzido a motocicleta usada no crime, admissão que o juiz considerou no cálculo da pena.
Réu segue preso
Negado o pedido para que o condenado respondesse em liberdade, o magistrado determinou que a pena, em regime fechado, começasse a ser cumprida de imediato. Em prisão preventiva desde 22 de agosto de 2025, Ozimar Silva Brito permanecerá sob custódia mesmo depois da sentença proferida pelo Tribunal do Júri.
Investigada ao longo do processo, a morte de Sérgio Cabelo teve nesse julgamento mais um capítulo. Conselheiro efetivo do clube bicolor, ele permanece na memória da torcida pelo trabalho que exerceu nessa função.
Repórter
Jornalista formado em Comunicação Social – Jornalismo (2019). Atua com produção de conteúdo e reportagem para TV, rádio e internet. Atualmente, integra a equipe do Diário do Pará, onde trabalha com pautas de entretenimento, comportamento, cotidiano e atualidades.
Jornalista formado em Comunicação Social – Jornalismo (2019). Atua com produção de conteúdo e reportagem para TV, rádio e internet. Atualmente, integra a equipe do Diário do Pará, onde trabalha com pautas de entretenimento, comportamento, cotidiano e atualidades.
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