TRABALHO Caged: taxa de criação de emprego de Alagoas é a maior do Brasil Em números absolutos, o estado registrou a terceira maior geração de vagas com carteira assinada do País, diz ministério
TRABALHO
Em números absolutos, o estado registrou a terceira maior geração de vagas com carteira assinada do País, diz ministério

Carlos Nealdo | 05/11/2026 às 4h00
Número de empregos com carteira assinada cresce 2,47% em AL | Foto: — Divulgação
Alagoas registrou a criação de 11.110 postos de trabalho com carteira assinada em setembro, um crescimento de 2,47% ante o mesmo mês do ano passado, segundo dados do novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nessa quarta-feira (4) pelo Ministério do Trabalho.
Trata-se do maior percentual entre as 27 unidades da federação. Em números absolutos, Alagoas só ficou atrás de São Paulo, que lidera a geração de postos formais de trabalho com 19.391 vagas, e Pernambuco (13.371). O volume de empregos criados no Estado é a diferença entre as 12.226 admissões e os 2.123 desligamentos no período.
Em setembro, a geração de postos formais de trabalho em Alagoas foi puxada pela indústria – em especial a canavieira –, que abriu 7.980 vagas, um aumento de 11,92% ante o mesmo mês do ano passado. Em seguida aparecem a agropecuária, com a abertura de 1.446 vagas, os serviços (1.144), o comércio (374) e a construção (166).
Apesar da alta expressiva de setembro, Alagoas registra um saldo negativo de 2.303 postos de trabalho no acumulado do ano. Nesse período, a queda foi puxada pela indústria, que extinguiu 2.303 vagas com carteira assinada.
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Em contrapartida, o setor de serviços registrou a abertura de 7.194 vagas formais de janeiro a setembro, um crescimento de 3,34% na comparação com igual período do ano passado.
Em todo o País, os dados do Caged apontam que 121,3 mil postos de trabalho com carteira assinada foram abertos em setembro. O saldo é 24,7% menor em relação a agosto, quando o país criou 161 mil empregos.
A criação de empregos caiu 43,5% em comparação a setembro do ano passado, pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia. No mesmo mês de 2025, tinham sido criados 214,6 mil postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores.
Em relação aos meses de setembro desde 2020, este é o resultado mais baixo da série. A mudança da metodologia no Caged impede a comparação com anos anteriores a 2020.
ACUMULADO DO ANO
O Brasil registrou a abertura de 1.248.914 postos de trabalho com carteira assinada nos primeiros nove meses de 2026. O resultado do período de janeiro a setembro, contudo, representa uma queda de 27,9% em relação ao acumulado do mesmo período do ano passado, quando haviam sido criadas 1.731.398 vagas formais.
Os números já incluem os ajustes decorrentes de declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e que retificam as estatísticas dos meses anteriores.
Apenas no mês de setembro, o saldo positivo foi impulsionado por quatro dos cinco grandes setores da economia, liderados pelo segmento de Serviços, que abriu 81.241 vagas formais, impulsionado por atividades administrativas, saúde e transporte.
A Indústria de transformação e extrativa gerou 19.285 postos, refletindo o aquecimento tradicional das fábricas para a produção das festas de fim de ano, com destaque para a fabricação de produtos alimentícios e veículos automotores.
O Comércio registrou a criação de 15.697 empregos, puxado pelo varejo, enquanto a Construção Civil somou 9.468 novas vagas, sob tração das obras de infraestrutura. A única exceção no mês foi a Agropecuária, que fechou 4.381 postos de trabalho.
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