OPERAÇÃO VITRINO Casal com renda de R$ 4 mil move R$ 20 milhões e vira alvo da polícia em Alagoas
OPERAÇÃO VITRINO
Investigação bloqueou R$ 5,8 mi em bens e apreendeu fuzil, carros de luxo e imóvel de alto padrão

GazetaWeb.com | 05/11/2026 às 4h00
Delegado Thales Araújo fala sobre bens apreendidos com casal suspeito de lavagem | Foto: GazetaWeb.com
A Polícia Civil de Alagoas deflagrou, nesta quarta-feira (4), a Operação Vitrine com o objetivo de desarticular um possível esquema de lavagem de dinheiro no município de Marechal Deodoro, na Região Metropolitana de Maceió. O alvo da ação foi um casal de autônomos suspeito de movimentar mais de R$ 20 milhões entre 2023 e 2026, apesar de o homem declarar à Receita Federal uma renda mensal de apenas R$ 4 mil.
A ofensiva foi coordenada pela Diretoria de Inteligência Policial (Dinpol), sob o comando do delegado Thales Araújo, em conjunto com os delegados Rafic Barreto e Edson Neto, contando ainda com o apoio operacional da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE). Ao todo, as equipes cumpriram nove mandados judiciais, sendo dois de busca e apreensão domiciliar e pessoal e sete para o recolhimento de veículos. A Justiça decretou também a indisponibilidade de R$ 5,8 milhões em ativos financeiros e bens do casal.
A grande disparidade entre os ganhos informados ao Fisco e o elevado padrão de vida ostentado chamou a atenção das equipes policiais. "O principal suspeito declarou à Receita Federal possuir renda mensal de R$ 4 mil, valor incompatível com a movimentação financeira identificada e o padrão de vida apresentado pelo casal. A análise dos dados bancários, telefônicos e telemáticos apontou transferências de altos valores entre os investigados, além de indícios de ocultação patrimonial", explicou o delegado Thales Araújo.
Entre os bens adquiridos sem comprovação financeira lícita estão uma mansão em condomínio fechado, motocicletas, jet ski e dois carros de luxo avaliados em R$ 300 mil cada. Durante o cumprimento do mandado na residência, os agentes apreenderam celulares, eletrônicos e um fuzil comercializado por valor superior a R$ 10 mil — recolhido para recuperação patrimonial —, embora o investigado possua registro de atirador desportivo (CAC). O casal foi intimado a depor para esclarecer a origem dos recursos. "Queremos saber quais os crimes que fazem esse valor chegar aos suspeitos e para onde o dinheiro escoa", concluiu o diretor da Dinpol.
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