CARTEIRA ASSINADARoraima tem terceiro maior crescimento proporcional de empregos formais do país em setembro Estado registrou saldo de 1.068 vagas com carteira assinada, com destaque para o setor de Serviços
Roraima alcançou o terceiro maior crescimento proporcional de empregos formais do país em setembro de 2026, com aumento de 1,23% no estoque de trabalhadores com carteira assinada em comparação com agosto. Os dados são do Novo Caged, divulgados nessa quarta-feira (4) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Ao todo, foram 5.060 admissões e 3.992 desligamentos, resultando na abertura líquida de 1.068 vagas.
No ranking nacional de crescimento relativo, Roraima ficou atrás de Alagoas, que apresentou variação de 2,47%, e do Amapá, com 1,35%. Em números absolutos, o estado alcançou 87.739 vínculos formais ativos ao final de setembro.
O setor de Serviços foi o principal responsável pelo resultado estadual, com saldo de 818 vagas, equivalente a aproximadamente 76,5% dos novos postos de trabalho. Foram 2.356 admissões e 1.538 desligamentos no grupamento, que também apresentou a maior variação relativa entre os setores, de 1,97%.
O Comércio aparece em seguida, com saldo positivo de 196 vagas, resultado de 1.755 contratações e 1.559 desligamentos. A Indústria registrou 32 novos postos, enquanto a Construção teve saldo de 31 vagas. A Agropecuária foi o único setor com resultado negativo, com nove desligamentos a mais que admissões.
Acumulado do ano
De janeiro a setembro de 2026, Roraima acumulou crescimento de 4,54% na geração de empregos formais, figurando na segunda posição entre os estados com maior variação relativa do país, atrás do Amapá (7,75%) e à frente do Piauí (4,52%).
No Brasil, foram criados 1.248.914 postos de trabalho formais no período, um crescimento de 2,65%. São Paulo liderou em números absolutos, com saldo de 322.551 vagas, seguido por Minas Gerais (129.777) e Rio de Janeiro (86.489).
Cenário nacional
Em setembro, o Brasil registrou saldo positivo de 121.305 empregos formais, resultado de 2.214.437 admissões e 2.093.132 desligamentos. Com isso, o estoque nacional chegou a 48.359.577 vínculos com carteira assinada.
Quatro dos cinco grandes grupamentos econômicos tiveram saldo positivo no país. Serviços liderou, com 81.241 vagas, seguido pela Indústria (19.285), Comércio (15.697) e Construção (9.468). A Agropecuária foi o único setor com saldo negativo, de 4.381 postos.
O levantamento também aponta que o saldo de empregos em setembro foi positivo tanto para mulheres, com 62.989 vagas, quanto para homens, com 59.129. A população de até 24 anos concentrou 106.293 dos postos criados no mês.
O salário médio real de admissão no país foi de R$ 2.429,41 em setembro, uma redução de R$ 1,10 em relação a agosto. Na comparação com setembro de 2025, quando o valor era de R$ 2.384,50, houve aumento de 1,88%.
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