Escassez de estadistas

Nem Donald Trump, nem Vladimir Putin e nem Benjamin Netanyahu, por preferirem as guerras, buscarão a paz.
Para quem prometia que acabaria com as guerras no mundo nos primeiros dias do seu segundo mandato presidencial, nada poderia ser mais decepcionante do que o comportamento do presidente Donald Trump, até porque, nas presentes guerras, quando não são patrocinadas por ele próprio, as suas impressões digitais estão presentes em todas elas.
Não se tratava de poupar o ditador Nicolás Maduro, por mais antidemocrático que ele fosse; mesmo assim, as regras internacionais o impediam de ter invadido a Venezuela e o sequestrado. Enquanto isso, diversos outros ditadores mundo afora são suas figurinhas carimbadas e são próximos do próprio Donald Trump.
Quando Adolf Hitler e Benito Mussolini faziam planos para dominar o mundo em razão do regime que pretendiam estabelecer, o fascismo, eis que surgiu um quarteto de estadistas com o propósito de derrotá-los. Afinal de contas, diante do extermínio de seis milhões de judeus, de ciganos, de pessoas com deficiência física, de prisioneiros de guerra e de opositores que eram perseguidos, esse quarteto uniu forças e, ainda hoje, é considerado o grupo de maiores estadistas da nossa história humana.
A propósito, e de caso pensado, Adolf Hitler cometeu suicídio por envenenamento juntamente com sua esposa, Eva Braun, no dia 30 de abril de 1945, ao ver-se derrotado e sabedor dos sacrifícios a que seria submetido. Seu casamento com Eva Braun havia acontecido no dia anterior ao suicídio.
Homens de envergadura pacifista como Franklin Delano Roosevelt, Winston Churchill, Charles de Gaulle e, pasmem, o ditador da Rússia, Josef Stalin, estão desaparecidos. Enquanto isso, as guerras estão surgindo em vários cantos e recantos do mundo.
Ainda bem que não haverá o suicídio físico do ainda presidente Donald Trump, mas o seu suicídio político já está com seus dias e horas contados. A provar isso, já nas eleições deste ano, nas chamadas eleições de meio de mandato, ele sairá feito um lame duck — traduzindo: feito um “pato manco” —, ou seja, sem os poderes que são reservados aos presidentes dos EUA. Segundo as mais recentes pesquisas, dois de cada três eleitores dos EUA estão torcendo para que chegue o fim deste seu segundo mandato.
A guerra que o mundo precisa enfrentar é a guerra contra o subdesenvolvimento de muitos dos nossos países, particularmente naqueles em que a fome continua matando suas populações.
Nada é mais desumano do que os bilhões e bilhões de dólares que estão sendo investidos nas guerras, a exemplo do que os países da Europa estão fazendo. Por último: o mundo está precisando de paz, e não de guerras.
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