“Ruiva On Line”: grupo usava anúncio fake de garota de programa para golpes
Golpistas atraíam vítimas com anúncios falsos, cobravam pagamentos antecipados e, depois, faziam ameaças para extorquir
05/11/2026 07:52
, atualizado 05/11/2026 07:58

Policiais civis da 9ª Delegacia de Polícia (Lago Norte) deflagraram, nesta quinta-feira (5/11), a Operação Ruiva Fake para desarticular um grupo suspeito de aplicar golpes e extorquir vítimas no Lago Norte (DF). Os investigados são de Montes Claros (MG) e utilizavam anúncios falsos de uma suposta garota de programa com o perfil “Ruiva On Line” para atrair clientes.
Durante a operação, são cumpridos mandados de busca e apreensão, além de medidas de bloqueio de bens contra três investigados. Segundo a PCDF, o grupo utilizava o perfil “Ruiva On Line” para atrair vítimas, exigir pagamentos antecipados e, posteriormente, ameaçá-las com falsas referências a uma facção criminosa.
Os três suspeitos foram identificados pela equipe da 9ª Delegacia de Polícia (Lago Norte) e moram em Montes Claros (MG).
Como funcionava o golpe
O esquema começava com um anúncio na internet de uma mulher que se apresentava como “Ruiva On Line”. Após demonstrar interesse e combinar um encontro em um endereço no Lago Norte, a vítima era informada de que precisaria pagar uma quantia antecipada para ter o acesso liberado.
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Veja prints das mensagens:


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Ameaça mostrando vídeo de arma
Reprodução / PCDF
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Valores do programa
Reprodução / PCDF
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Cliente pergunta se Ruiva On Line está sozinha
Reprodução / PCDF
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Mensagem perguntando sobre o que o cliente gosta de fazer
Reprodução / PCDF
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Valor da transação feita em 22 de outubro
Reprodução / PCDF
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Dinheiro apreendido
Reprodução / PCDF
Depois do primeiro pagamento, os criminosos apresentavam novas cobranças, alegando, por exemplo, a necessidade de comprar produtos relacionados ao suposto programa. No entanto, o encontro nunca acontecia.
Ao perceber que havia sido enganada e tentar interromper os pagamentos, a vítima passava a receber ameaças. Os suspeitos afirmavam integrar uma facção criminosa e diziam que, caso não fossem feitos novos depósitos, ela seria incluída em uma suposta “lista do crime organizado”.
Dessa forma, o golpe inicialmente aplicado como estelionato evoluía para a extorsão, com ameaças usadas para intimidar as vítimas e obter ainda mais dinheiro.
Investigação
A investigação começou após o registro de uma ocorrência. Os policiais analisaram as conversas entre os envolvidos, rastrearam as transações financeiras e identificaram os terminais utilizados nos contatos. O trabalho permitiu chegar aos três suspeitos.
Os investigados poderão responder por estelionato, extorsão e associação criminosa.
Polícia orienta como evitar golpes
O delegado-chefe adjunto da 9ª DP, Ronney Teixeira, também apresentou orientações para evitar cair nesse tipo de fraude. Entre as recomendações estão:
- Desconfie de pedidos de pagamento antecipado, como “sinal”, “taxa de acesso”, “reserva” ou compra de produtos;
- Tenha cuidado com perfis que utilizam fotos muito produzidas, pressionam por pagamentos rápidos ou recusam chamadas de vídeo;
- Ao perceber uma possível fraude, interrompa os pagamentos imediatamente, pois ceder às ameaças pode resultar em novas cobranças;
- Não se intimide com ameaças envolvendo facções criminosas ou o crime organizado; esse discurso pode ser usado para pressionar a vítima a transferir mais dinheiro;
- Guarde provas, como capturas de tela das conversas, comprovantes de pagamento, números de telefone, chaves Pix e links dos anúncios;
- Entre em contato com o banco e solicite a contestação da transferência pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED), em caso de pagamento via Pix;
- Registre ocorrência na delegacia mais próxima ou pela Delegacia Eletrônica.
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