Avante aguarda aval para se federar ao PRD e Solidariedade
O Avante aguarda uma decisão, ainda neste ano, do ministro e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, para autorizar a incorporação, de modo liminar, à Federação Renovação Solidária, formada por PRD e Solidariedade. O pedido foi protocolado na Justiça Eleitoral no dia 20 de outubro e já teve aval da Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE). O parecer favorável foi emitido na última semana e as legendas acreditam ser possível um retorno definitivo antes do final do ano.
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A estratégia de junção, defendida nos partidos, tem como pano de fundo uma tentativa de superar a cláusula de barreira que não foi alcançada por Avante, PRD e Solidariedade na eleição do último mês, como mostrou O TEMPO. A ideia das legendas é somar os votos obtidos no pleito de 4 de outubro para alcançar a meta prevista pelo TSE para que os partidos mantivessem o acesso a recursos do fundo partidário e tempo de rádio e televisão.
Na eleição do mês passado, a Justiça Eleitoral definiu que os partidos deveriam obter ao menos 2,5% dos votos válidos nacionais para deputado federal e alcançar pelo menos 1,5% dos votos válidos em pelo menos nove estados ou eleger ao menos 13 deputados federais, distribuídos por pelo menos nove unidades da federação. No dia 4 de outubro, o Avante elegeu cinco deputados, sendo três na Bahia, um em Minas Gerais e um em Pernambuco, sem alcançar o percentual mínimo exigido pelo TSE.
Federados, PRD e Solidariedade elegeram sete deputados no Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Caso a proposta de ampliar a federação com a entrada do Avante seja aprovada, as três legendas vão conseguir juntas alcançar a meta da cláusula de barreira alcançando o mínimo de votos necessários estipulado pela legislação eleitoral.
O desejo para que a federação seja ampliada com a entrada do Avante ainda neste ano também passa por um fortalecimento e maior representação das bancadas das legendas na Câmara dos Deputados a partir da posse dos novos parlamentares, em 2027. Caso a aprovação seja concedida por Kássio Nunes Marques, as legendas passarão a mirar as eleições municipais de 2028.
Neste sentido, caberá às executivas estaduais, com aval do comando nacional do bloco, buscarem estratégias conjuntas para a formação de chapas e lançamento de candidaturas.
PDT descartado
Antes de formalizar o protocolo para se federar ao PRD e Solidariedade, o Avante chegou a ter conversas com o PDT para uma federação. As tratativas não avançaram, porém, em função do posicionamento “mais ideológico” dos pedetistas, segundo interlocutores. Posicionado na centro-esquerda, o PDT é base do governo Lula (PT) no Congresso e também apoiou a reeleição do petista.
Durante as conversas, chegou-se a aventar uma possível inclusão de PSOL e Rede, que estão federados, mas os diálogos não avançaram. Posteriormente, inclusive, o TSE afirmou que as duas legendas alcançaram a cláusula de barreira. A federação alcançou 1,5% dos votos válidos em oito estados. No Espírito Santo, teve mais de 1,49% dos votos e ficou a 185 votos de atingir o percentual estipulado pela Justiça Eleitoral.
Houve um arredondamento para cima dos resultados, levando ao cumprimento da cláusula.
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