Escala 5x2: custos condominiais devem aumentar 15%, indica Adconce
Nova jornada de trabalho dos empregados, segundo a entidade, faz com que condomínios reorganizem equipes e busquem terceirizar serviços
Por Cassiano Abreu/Especial para O POVO
Notícia
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Publicado às 07:49, 05/11/2026
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Resumo
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Condomínios no Ceará preveem alta de até 15% nos custos e reajustes nas taxas por conta da transição da escala 6x1, segundo projeção da Adconce.
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A mudança exige a reorganização de equipes e contratos CLT de portaria, vigilância e zeladoria para manter o funcionamento contínuo dos serviços.
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Administradoras recomendam automação, portaria remota e revisão de contratos, alertando que usar reservas para adiar reajustes é insustentável.
Os condomínios cearenses poderão ter aumento de até 15% nos custos condominiais e reajustes em taxas para moradores por conta do fim da escala 6x1, segundo projeções apresentadas pela Associação das Administradoras de Condomínios do Estado do Ceará (Adconce).
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O presidente da entidade, George Melo, aponta que será necessária uma reorganização de equipes para manter serviços como portaria e vigilância 24h, em empreendimentos com funcionários próprios. Essa operação pode elevar as despesas dos condomínios, segundo ele.
O presidente da Adconce explica que os impactos variam de acordo com o porte do condomínio, o modelo de contratação e as escalas adotadas.
O diretor jurídico da associação, Otávio Pinheiro, ressalta que a transição afetará os trabalhadores contratados no regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), como auxiliares de manutenção, faxineiros, porteiros e zeladores, além de profissionais terceirizados, o que pode levar a reajustes e revisões contratuais.
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Na prática, os representantes da Adconce apontam ajustes, como no serviços de portaria e vigilância 24h, os quais demandam mais planejamento para pleno funcionamento.
As atividades de limpeza e zeladoria também podem ter redistribuição de tarefas e revisão da frequência desses serviços.
Neste intuito, eles aconselham que os condomínios devem avaliar as prioridades dos moradores e as atividades necessárias diariamente.
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Como alternativa, a contratação de empresas terceirizadas pode auxiliar na administração de escalas e garantia dos serviços, com a organização das equipes ficando em responsabilidade da prestadora.
“Os principais são controle de acesso automatizado, portaria híbrida ou remota, gestão de encomendas e equipamentos de limpeza, que podem ganhar produtividade, mas cada solução precisa mostrar economia real, considerando instalação, manutenção, segurança e, principalmente, o perfil dos moradores”, explica Otávio.
Questionado se a qualidade desses serviços pode ser reduzida com modernizações ou terceirização, ele argumenta: “Pode, se a decisão olhar só o menor preço, porque equipe insuficiente ou tecnologia inadequada prejudica atendimento, limpeza e segurança. Com planejamento, treinamento, fiscalização e plano de contingência, a mudança consegue preservar ou até melhorar os serviços”.
As novas regras irão exigir que síndicos e administradoras revisem as escalas de trabalho, identifiquem postos que vão precisar de reforços e simulem possíveis efeitos financeiros da mudança.
A preparação também envolve análises de contratos com empresas terceirizadas e avaliar a necessidade de submeter ajustes no orçamento às assembleias condominiais.
Para Otávio Pinheiro, existe a possibilidade de segurar os repasses dos aumentos aos condôminos, mas que é necessária cautela.
“Dá para reduzir ou até absorver parte do impacto reorganizando escalas, revisando contratos e cortando desperdícios, mas não é responsável prometer que não haverá reajuste. Usar reservas para pagar uma despesa permanente só adia o problema”, finaliza Otávio.
Ele assegura, por fim, que o caminho mais seguro é discutir com transparência o orçamento dos empreendimentos.
Fim da escala 6x1: especialista analisa custos para empresas e impacto nos preços | O POVO NEWS
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