Copom mantém Selic em 13,75% e encerra ciclo de cortes iniciado em março deste ano
Decisão foi tomada após dados apontarem para uma inflação acima da média em 2027 e incertezas sobre quadro fiscal
Por Adriano Queiroz
Notícia
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Atualizado às 19:05, 04/11/2026 | Publicado às 18:35, 04/11/2026
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Resumo
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O Copom manteve a taxa Selic em 13,75% ao ano, encerrando o ciclo de cortes de juros
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Um ambiente externo mais adverso, com impacto no petróleo, pressionou a decisão do Banco Central
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A aceleração recente da inflação acima da meta para 2026 e 2027 motivou a interrupção das quedas
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As incertezas fiscais no cenário doméstico também influenciaram a manutenção da taxa básica
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Na decisão publicada nesta quarta-feira, 4, o Copom avaliou que "o ambiente externo tornou-se mais adverso em função do prolongamento dos conflitos armados no Oriente Médio, com impactos altistas sobre o preço do petróleo e derivados, e da política monetária mais restritiva nas economias avançadas".
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Já sobre o cenário doméstico, o Comitê disse que "o conjunto dos indicadores divulgados desde a última reunião aponta para uma moderação mais acentuada da atividade econômica, principalmente em setores mais cíclicos".
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"O mercado de trabalho permanece resiliente, porém apresentando sinais de desaquecimento na margem. Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e a média das medidas subjacentes aceleraram, situando-se acima do limite superior do intervalo de tolerância da meta", prossegue a nota do Copom.
Nesse sentido, o conselheiro da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais do Brasil (Apimec Brasil), Ricardo Coimbra, pontua que pesaram não só os dados da inflação de 2026, mas também os de 2027.
"E a inflação de 2027, no último Focus agora a gente já tem aí um índice de inflação acima da meta, a 4,76%", explica Coimbra. "A manutenção ocorreu porque eles acham que esse movimento mais recente pode gerar um impacto significativo na inflação principalmente em 2027", complementa.
As incertezas sobre o quadro fiscal também são citadas como possíveis motivos para a interrupção do ciclo de cortes. Esse movimento foi visto, principalmente, na semana passada, quando o Ibovespa registrou quedas expressivas e a cotação do dólar acumulou uma sequência de altas ao longo do período.
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