PCDF investiga grupo que movimentou R$ 280 mil com golpe do álbum da Copa
PCDF cumpre mandados após identificar 17 casos e rastrear R$ 280 mil convertidos em ativos virtuais; moradora de Taguatinga foi uma vítima
05/11/2026 08:21
, atualizado 05/11/2026 08:22

Policiais civis da 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte) deflagraram, nesta quinta-feira (5/11), a segunda fase da Operação Bafo, que investiga um esquema de estelionato por meio de sites falsos de venda de figurinhas e álbuns da Copa do Mundo de 2026. Durante a ação, são cumpridos mandados de prisão temporária e de busca e apreensão. As diligências policiais localizaram outras 16 ocorrências semelhantes.
As investigações identificaram movimentações financeiras consideradas atípicas, incluindo a circulação de dinheiro entre contas de pessoas físicas e empresas. Também foi constatada a conversão de aproximadamente R$ 280 mil em ativos virtuais em um período inferior a dois meses.
Nesta etapa da operação, os mandados são cumpridos em Mogi das Cruzes (SP), São Paulo (SP) e Curitiba (PR). A ação também inclui medidas cautelares para acesso e extração de dados armazenados em celulares e outros dispositivos eletrônicos eventualmente apreendidos. O objetivo é aprofundar as investigações e identificar outros possíveis integrantes do esquema.
Como o golpe começou
A investigação teve início em fevereiro de 2026, após uma moradora de Taguatinga denunciar ter comprado um kit de pré-venda do álbum da Copa do Mundo por R$ 97. A compra foi realizada em uma página na internet que simulava a loja oficial da Panini.
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Imagens:

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Confirmação do pedido do álbum da copa
Reprodução / PCDF
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Valores dos kits anunciados
Reprodução / PCDF
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Operação da 17ª DP
Reprodução / PCDF
Após pagar por meio de Pix, a vítima não recebeu o produto. Ao procurar os canais oficiais da empresa, descobriu que a pré-venda sequer havia sido iniciada, confirmando que havia caído em um golpe.
Embora o prejuízo individual inicialmente identificado fosse de pequeno valor, as diligências policiais localizaram outras 16 ocorrências semelhantes registradas este ano. Os casos indicam a possível existência de um esquema criminoso com diversas vítimas e atuação por meio de páginas fraudulentas divulgadas na internet.
Investigação aponta movimentação de dinheiro
Os elementos reunidos pela polícia apontam para uma possível atuação conjunta dos investigados no recebimento e na movimentação dos valores obtidos com as falsas vendas pela internet. Também foram identificados indícios de mecanismos utilizados para dificultar o rastreamento do dinheiro.
As diligências continuam para identificar outros envolvidos na criação e na administração dos sites fraudulentos.
Os investigados poderão responder por estelionato mediante fraude eletrônica e associação criminosa, sem prejuízo de outros crimes que possam ser identificados durante o andamento das apurações.
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