Lula avançou muito mais que Flávio em São Paulo, Goiás e Minas

Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas: em São Paulo, Flávio conquistou mais 1,21 milhão de votos, e Lula conseguiu mais 2,61 milhões no segundo turno. (Foto: EFE/Andre Borges)
Principais aliados de Flávio Bolsonaro em três dos grandes colégios eleitorais do Brasil, os governadores Tarcísio de Freitas (SP), Cleitinho Azevedo (MG) e Ronaldo Caiado (GO) não ajudaram o presidenciável na transferência de votos no 2º turno. Pelo comparativo dos votos nestes estados, Lula avançou muito mais que o bolsonarista.
Em Goiás, Flávio ganhou 294 mil votos do 1º para o 2º turno, e Lula saltou para 397 mil votos a mais. Em Minas, Flávio ganhou mais 464 mil votos entre os turnos, e o petista cresceu estupendos 1,16 milhão de votos. Em São Paulo, Flávio conquistou mais 1,21 milhão de votos, e Lula conseguiu mais 2,61 milhões no segundo turno.
A constatação no staff de Flávio até hoje é que os governadores não se esforçaram tanto quanto ele esperava, apareceram para fotos e o deixaram sozinho na corrida.
Cada um por si
Outra aposta dos apoiadores de Flávio – a ala que aceita o resultado das urnas, que é a maioria – é que o eleitor do Lula que não apareceu no 1º turno seguiu em peso para as seções no 2º. O que apontam entre portas é que os governadores já com a vida resolvida liberaram a militância para voto, em vez de puxar para Flávio.
Corre, menino!
No dia em que o Senado votou a PEC da Segurança (mas sem debater redução da maioridade), um agente federal, segurança do deputado Marcelo Freixo (PT-RJ), teve o celular roubado na mão grande por um moleque na Zona Sul, perto da residência do parlamentar. O menino soltou o aparelho no chão ao ouvir estampidos de tiros (para cima) dos dois agentes, segundo testemunhas.
Calma, mercado
O presidente Lula deve fazer um pronunciamento até domingo para informar que vai se virar para manter o saldo no azul, na linguagem mais popular. O discurso é para tentar tranquilizar o mercado. Lula, evidentemente, não vai citar que houve estelionato eleitoral em muitas de suas promessas sociais, feitas com dinheiro que não existe.
Eita, Marina!
No final de um discurso ontem, a deputada Marina Silva o encerrou homenageando os eleitores que votaram em Lula da Silva “com a seguinte quadrilha. Digo, quadrinha”. O susto foi grande entre os presentes. Mas passou. Mas há quem acredite mesmo nisso. E não são poucos.
Elas na OAB
Quatro mulheres devem disputar a presidência da seccional OAB em Minas Gerais a partir da campanha, cujo marco inicial é a Conferência Mineira de Advocacia iniciada ontem. Em quase 100 anos de história essa é a 1ª vez que uma mulher pode chegar ao comando da OAB no estado. As candidatas são as advogadas Ângela Botelho, Carla Silene, Helena Delamônica e Luciana Nepumoceno.
Energia do futuro
O potencial de investimentos na produção de biogás e biometano a partir resíduos do saneamento da agroindústria e do setor sucroenergético no Nordeste serão temas da 7ª edição do Circuito Biogás nos Estados. Promovido pela ABiogás e apoio da POLI/UPE, o encontro gratuito acontece hoje. Josiani Napolitano, presidente da entidade, destaca a urgência em conectar produtores, investidores e consumidores para destravar projetos.

Leandro Mazzini
Leandro Mazzini é jornalista desde 1996. É graduado pela FACHA-Rio e pós-graduado em Ciência Política na UnB. Foi colunista do Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Revista Isto É, Portais iG e UOL. Apresentou programas na Rede Vida de TV (2010 a 2014) e na Band TV Rio (2023 a 2025). Edita a Coluna Esplanada com equipes de Brasília, Rio e SP, reproduzida em jornais de todas as capitais. **Os textos do colunista não expressam, necessariamente, a opinião da Gazeta do Povo.
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