AUTOMOTIVOPicape Ford F-100 GT/FX 1956 da Fat Fender Garage ganha motor V8 Coyote superalimentado de 800cv e carroceria artesanal em projeto de US$ 1 milhão para o SEMA A Ford F-100 GT/FX também recebeu câmbio automático de dez marchas, chassi exclusivo e freios Wilwood para acompanhar a preparação de alta potência.
A Ford F-100 de 1956 foi transformada pela Fat Fender Garage na GT/FX, picape de projeto único apresentada no SEMA Show 2026, em Las Vegas. A carroceria preserva referências do modelo clássico, mas estrutura, mecânica e cabine foram reconstruídas para receber componentes atuais. Não é uma nova versão de fábrica da Ford nem um modelo anunciado para produção: trata-se de uma preparação artesanal criada para demonstrar a capacidade técnica da oficina do Arizona.
O motor é um V8 Ford Coyote de 5,0 litros, terceira geração, equipado com supercompressor Whipple de 3,0 litros. A Fat Fender Garage informa 800 hp, equivalentes a aproximadamente 811 cv, e torque de 750 lb-pés, ou cerca de 103,7 kgfm. A conversão explica a diferença entre os 800 hp divulgados nos Estados Unidos e a potência em cavalos-vapor usada no Brasil. São números declarados pela preparadora, não resultados de teste independente.
O supercompressor aumenta a quantidade de ar enviada aos cilindros, permitindo que o motor queime mais combustível e produza mais potência do que na configuração aspirada. O conjunto também utiliza escape de três polegadas desenvolvido para o projeto, com abafadores Borla XR-1 Raceline, ressonadores JMD e válvulas elétricas que alteram o fluxo dos gases.
A transmissão automática Ford 10R80, de dez marchas, encaminha a força do V8 às rodas traseiras. As relações adicionais ajudam a manter o motor em faixas de rotação adequadas a diferentes situações, mas não foram divulgados aceleração, velocidade máxima, consumo ou tempos em pista. Também faltam peso final e distribuição de massa, dados importantes para avaliar o desempenho real.
Chassi próprio e freios dimensionados para a preparação
A cabine foi montada sobre o FF1 Performance Coilover Chassis, estrutura desenvolvida pela Fat Fender Garage. A suspensão coilover reúne mola e amortecedor em um conjunto compacto e permite ajustar a resposta da suspensão. Segundo a empresa, o chassi busca dar à F-100 comportamento próximo ao de um esportivo moderno, com maior controle da carroceria e estabilidade. Não foram publicados ensaios comparativos que comprovem esses ganhos.
O conjunto utiliza rodas HRE de 20 polegadas e pneus Toyo Proxes Sport 2, com medida traseira 315/35 R20. Os freios a disco são da Wilwood, com pinças de seis pistões na dianteira e quatro na traseira. Os componentes acompanham o aumento de potência, mas não há dados de distância de frenagem ou temperatura em uso intenso.
Carroceria de aço recebeu alterações artesanais
A carroceria de aço foi trabalhada à mão, com capô e teto rebaixados, cabine encurtada em duas polegadas e para-lamas alargados. A oficina criou estribos integrados, para-choques personalizados, caçamba redesenhada e difusor traseiro derivado do Mustang Shelby GT350. A grade original foi mantida como ligação visual com a F-100 de 1956.
Os vidros foram instalados nivelados à carroceria, os retrovisores utilizam fibra de carbono e a tampa da caçamba tem acionamento elétrico. A pintura champanhe recebe uma faixa escura. Na cabine, bancos individuais de couro preto, painel personalizado, instrumentos modernos, áudio atualizado e climatização com saídas discretas substituem a experiência original sem apagar a aparência clássica.
Projeto de cinco anos não tem produção anunciada
Segundo a Fat Fender Garage, o desenvolvimento acumulou mais de 15 mil horas de projeto, engenharia e fabricação. A Meguiar’s, que exibiu a picape no SEMA, informa que o trabalho levou cinco anos e custou mais de US$ 1 milhão. Há divergência de potência entre os materiais: a preparadora e a Car and Driver apontam 800 hp, enquanto a divulgação da Meguiar’s menciona 725 hp.
A GT/FX pertence a Tony Peressini e deve ser entendida como construção individual, não como lançamento comercial da Ford. Não foram informados preço de venda, homologação para circulação em diferentes mercados, capacidade de carga ou plano de fabricação de outras unidades. A picape clássica mostra como uma F-100 pode receber engenharia contemporânea, mas os números de desempenho ainda dependem de medições não divulgadas.
Ver nota original ↗
¿Querés un resumen rápido de esta noticia, hecho por nuestra IA?
