Pai é preso por estuprar filha de 2 anos e divulgar abuso na internet
Mãe da vítima e esposa do acusado reconheceu os abusos na delegacia. Caso aconteceu nessa quarta-feira (4/11), em São José dos Pinhais (PR)

Um homem foi preso pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) por estuprar a filha de 2 anos e transmitir as imagens pela internet. Segundo a corporação, os abusos aconteceram nessa quarta-feira (4/11), e o pai da menina foi capturado na madrugada desta quinta-feira (5/11), em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (PR).
Segundo as investigações, o suspeito participava de uma conversa por vídeo em uma plataforma de relacionamento virtual com uma mulher residente no Estado de São Paulo. Durante a interação, a mulher percebeu a presença de uma criança e constatou que ela estava sendo submetida a atos de violência sexual pelo indivíduo.
Ao questionar o homem, ele informou que se tratava de sua filha e, posteriormente, encerrou a interação, passando para outra sala virtual.
A mulher conseguiu registrar imagens da transmissão, que deram início a uma mobilização para identificar a criança e localizar seus familiares. As informações chegaram à mãe da vítima, que reconheceu a própria filha e o interior de sua residência nas imagens.
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Após tomar conhecimento dos fatos, a mãe compareceu à unidade policial acompanhada de seu companheiro, pai da criança e suspeito do crime. Durante o atendimento, ao ter acesso a outros registros que haviam chegado ao conhecimento de agentes de segurança pública, reconheceu o marido e também a casa da família.
Prisão
Diante dos elementos apresentados, especialmente dos registros fotográficos, do reconhecimento realizado pela mãe e da proximidade temporal entre os fatos e sua comunicação à PCPR, a autoridade policial constatou a situação de flagrante e determinou a prisão do suspeito.
O homem foi autuado em flagrante, em tese, pelos crimes de estupro de vulnerável, divulgação de cena de estupro de vulnerável e transmissão ou divulgação de material de violência sexual contra criança. Ele foi encaminhado ao sistema penitenciário, onde permanece à disposição da Justiça.
“Trata-se de um caso extremamente grave, envolvendo uma criança cuja proteção e preservação da identidade são prioridades absolutas”, afirmou o delegado da PCPR Ronaldo Wenceslau.
O delegado ressaltou ainda que os elementos colhidos serão encaminhados aos demais órgãos que atuam no combate aos crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes praticados pela internet, com o objetivo de fortalecer a atuação integrada e aprimorar os mecanismos de prevenção e investigação desses delitos.
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