ECONOMIA Lula convoca ministros e economistas para discutir medidas econômicas
BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou uma reunião para esta quinta-feira (5/11), no Palácio da Alvorada, com ministros da equipe econômica e economistas ligados ao PT para discutir medidas econômicas, um dia após o Banco Central ter mantido a taxa de juros em 13,75%.
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Entre os participantes, estarão o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e os ministros Dario Durigan (Fazenda) e Bruno Moretti (Planejamento), além do ex-ministro Fernando Haddad e do presidente do BNDES Aloizio Mercadante. O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e a economista Laura Carvalho também estarão presentes.
"A reunião foi chamada pelo presidente. Ele me comunicou previamente. Eu não tenho maiores informações, mas é mais um esforço para a gente dividir os cenários, propostas. Eu vou levar certamente as propostas e ideias em termos gerais do que a gente deve fazer nas próximas semanas", disse Durigan a jornalistas.
Na quarta-feira (4/11), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu interromper a sequência de cortes na taxa básica de juros, iniciada em março deste ano. A decisão unânime já era aguardada pelo mercado financeiro, mas foi criticada por petistas.
"Eu não vou fazer esse tipo de comentário valorativo, mas, mais uma vez, a taxa de juros no Brasil é muito alta. O esforço que nós temos que fazer no governo Lula 4 é dar as condições corretas, estruturais, os corretos estímulos para que a gente diminua a taxa de juros", comentou Durigan.
O mercado pressiona Lula a adotar medidas de ajuste fiscal, com foco em cortes de gastos, mas não há um discurso homogêneo no governo. Enquanto Durigan já acenou com ações para o equilíbrio das contas públicas, outros ministros, como Guilherme Boulos (Secretaria-Geral), rechaçaram a possibilidade.
Lula também não tem sido claro sobre o tema. Em entrevistas durante a campanha eleitoral, chegou a minimizar a necessidade de um ajuste fiscal. Porém, no próximo domingo (8/11), é esperado que ele faça um pronunciamento em rede nacional, no qual se comprometerá com medidas para equilibrar o caixa do governo.
O mercado aguarda, ainda, a definição de quem será o próximo ministro da Fazenda. Cotado para o cargo, o governador do Piauí, Rafael Fonteles, não participa da reunião desta quinta-feira. Alckmin também é um dos nomes ventilados, assim como a permanência de Durigan. A decisão, contudo, só deve sair na segunda quinzena de novembro, quando Lula retorna de viagem à Ásia.
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