Cotidiano Menina de 2 anos morre com sinais de violência e padrasto é preso em Novo Gama Ísis Gabrielly chegou à UPA em parada cardiorrespiratória e apresentava sinais de violência. Polícia Civil investiga a morte
Uma menina de 2 anos morreu após ser levada a uma unidade de pronto atendimento em Novo Gama, no Entorno do Distrito Federal, nesta quarta-feira (4). Ísis Gabrielly Lemos Nascimento chegou à unidade em parada cardiorrespiratória e apresentava lesões e hematomas pelo corpo. A equipe médica identificou sinais que levantaram suspeita de violência doméstica e acionou a Polícia Militar de Goiás (PMGO).
O padrasto da criança, Felipe de Souza Neckel da Silva, de 23 anos, foi preso em flagrante na própria unidade de saúde e encaminhado à 1ª Delegacia de Polícia Civil de Luziânia, responsável pela investigação. A mãe da menina também foi conduzida à delegacia para prestar esclarecimentos. As circunstâncias da morte são apuradas pela Polícia Civil.
Segundo o tenente-coronel Ricardo Edson, comandante do 14º Batalhão da PMGO em Novo Gama, que atendeu à ocorrência, a criança foi socorrida por pedestres que passavam em frente à residência da família. Eles teriam sido chamados pelo padrasto para ajudar no atendimento à menina.
Em depoimento à polícia, Felipe afirmou que dava banho na criança quando ela caiu. A versão, porém, não seria compatível com os ferimentos observados pelos profissionais de saúde, conforme explicou o comandante.
O policial também relatou que a mãe de Ísis Gabrielly afirmou que a menina já apresentava hematomas dias antes da morte. Na ocasião, o padrasto teria atribuído as marcas a uma possível alergia.
Avô relata suspeitas de agressões e diz que alertou a família
O avô da criança, Klinger de Oliveira, de 43 anos, contou que a mãe de Ísis Gabrielly e o padrasto estavam juntos havia cerca de três meses. Segundo ele, o casal costumava deixar a menina em casa durante os finais de semana.
Klinger afirmou que percebeu hematomas no corpo da neta e chegou a questionar a própria filha sobre a situação. Na ocasião, ela teria negado que a criança estivesse sendo agredida por ela ou pelo companheiro. O avô disse que ele e a esposa já tinham desconfianças em relação aos cuidados oferecidos à menina.
Em relato ao portal Metrópoles, ele afirmou que os primeiros sinais que chamaram a atenção da família apareceram aproximadamente 15 dias antes da morte. Apesar das tentativas de alertar a mãe, segundo Klinger, as preocupações eram rejeitadas.
O avô também relatou que um parente chegou a sugerir a contratação de alguém para cuidar da criança. De acordo com o tenente-coronel Ricardo Edson, o padrasto teria respondido que não havia necessidade, pois ele próprio ficaria responsável pelos cuidados de Ísis.
Antecedentes do suspeito
De acordo com a Polícia Militar, Felipe de Souza Neckel da Silva possui registros policiais anteriores por crimes como homicídio, organização criminosa e estupro de vulnerável. Este último caso teria ocorrido há poucos meses, no Mato Grosso.
A PMGO também informou que o suspeito seria integrante do Comando Vermelho. Ele foi detido em flagrante após a equipe médica comunicar as suspeitas de violência às autoridades. A investigação da Polícia Civil deverá esclarecer as circunstâncias da morte da menina e a possível responsabilidade dos envolvidos.
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