O Tempo
05/11/2026 14:01

Bebidas ficarão mais caras no Carnaval? Entenda novo imposto

Se você já estava preocupado com o preço daquela cerveja gelada ou da boa cachaça para o Carnaval de 2027, pode ficar um pouco mais tranquilo. O tão falado "imposto do pecado" (ou Imposto Seletivo, fruto da reforma tributária) não vai chegar encarecendo as prateleiras de forma imediata quando entrar em vigor, em 2 de fevereiro de 2027, quatro dias antes do início oficial do Carnaval. Pelo menos não no que se refere à carga tributária sobre os produtos.

O governo federal editou a Medida Provisória 1.399/2026 elaborada para substituir o antigo IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), mantendo a carga tributária atual durante todo o primeiro ano de transição. Ou seja, o impacto na gôndola, de início, deve ser neutralizado em 2027. Na prática, um imposto substituirá o outro. 

Mas não se engane: esse efeito tem prazo de validade. A regra geral que dita o novo imposto é clara — quanto maior o teor alcoólico da bebida, maior será a taxação. E as alterações mais pesadas começam a dar as caras a partir de 2028.

As alíquotas de estreia (2027)

Como o objetivo inicial da MP é apenas a substituição tributária sem choque de preços, as alíquotas fixadas para o primeiro ano refletem um degrau regulatório. Confira como ficou a taxa para cada tipo de bebida:

  • Cervejas de malte: 4,2%
  • Vinhos comuns e espumantes: 8,0%
  • Vermutes: 12,0%
  • Vinhos do Porto, Madeira e Xerez: 16,0%
  • Drinks prontos para consumo (com teor alcoólico acima de 8%): 16,0%
  • Cachaça e rum de cana: 20,0%
  • Demais destilados (Uísque, Vodca, Gim, Tequila): 24,0%

Respiro para os pequenos produtores

Para evitar que alambiques artesanais, cervejarias locais e pequenos negócios fossem esmagados pela nova tributação, a medida provisória desenhou descontos progressivos para reduzir o impacto da tributação, calculados com base no volume anual de álcool puro produzido:

  • Até 50 mil litros/ano: Redução expressiva de 40% no imposto.
  • De 50 mil a 125 mil litros/ano: Redução de 20%.
  • De 125 mil a 250 mil litros/ano: Redução de 10%.

O cenário de estabilidade dura pouco. O governo se comprometeu a enviar até 31 de maio de 2027 ao Congresso Nacional um novo projeto de lei estruturando o modelo definitivo. 

A partir de 2028, o cenário muda: o Imposto Seletivo passa a cumprir plenamente o seu papel fiscal e de saúde pública de desestimular o consumo de produtos prejudiciais à saúde. É nesse momento que as indústrias devem repassar os custos reais ao consumidor final.

📄 Contenido indexado automáticamente. No es de autoría de altabusqueda.com; los derechos pertenecen a su fuente: O Tempo.
Ver nota original ↗
🤖 Profundizá esta noticia con OIMA (IA)

¿Querés un resumen rápido de esta noticia, hecho por nuestra IA?

Respuestas de OIMA · IA, sobre esta noticia · Abrir OIMA Chat ↗
💬 0

Comentarios

También te puede interesar

Fraude do banco Ueno soma US$ 74 milhões
O Tempo
Fernando Narazaki, da Folhapress. O Ueno Bank simulou a venda de uma carteira de créditos de empresas ligadas…
'Quero pedir desculpas, se falhei', diz Peña
O Tempo
"Tomei a decisão de apresentar minha renúncia à Presidência da República (...). Quero pedir desculpas ao povo…
⛈️ BH registra chuva extremamente forte nesta quinta-feira
O Tempo
Belo Horizonte registra chuva de intensidade extremamente forte na tarde desta quinta-feira (5/11). A Defesa …
URGENTE! Presidente do Paraguai renuncia em meio à crise bancária
O Tempo
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou sua renúncia nesta quinta-feira (5), após um escândalo envo…
Dólar recua e Bolsa sobe com reunião de Lula com economistas e empresários para tratar da economia
O Tempo
Câmara terá audiência sobre maioridade penal na quarta-feira (11)
O Tempo
BRASÍLIA - A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados vai realizar uma audiência pública sobre a…