Campo Grande News
"Já investigava", diz Polícia Civil sobre novo grupo de policiais sob suspeita
Diante da fase 2 da Operação Infiltrados, que investiga agentes de segurança pública por envolvimento com o tráfico de drogas, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul divulgou nota, nesta quinta-feira (5), afirmando que já investigava o esquema revelado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). A operação foi às ruas hoje para cumprir ordens judiciais contra 9 policiais civis, entre eles um delegado. Segundo o comunicado, a Corregedoria-Geral instaurou um inquérito policial e um PAD (Procedimento Administrativo Disciplinar) para apurar os fatos 4 meses atrás. Conforme a instituição, as medidas adotadas nesse período incluem mudanças nos procedimentos operacionais, remoções de servidores e uma correição extraordinária na unidade policial investigada, a Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira). "A Polícia Civil considera inadmissível qualquer utilização da função pública, da estrutura policial ou dos instrumentos destinados ao combate à criminalidade para a prática de ilícitos. A instituição reafirma seu compromisso com a legalidade, a integridade institucional e a transparência, assegurando que eventuais desvios de conduta serão rigorosamente apurados e tratados na forma da lei, com respeito ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa.", informa o texto divulgado. A Corregedoria acompanhou o cumprimento dos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão hoje. De acordo com a Polícia Civil, foram “adotadas todas as medidas administrativas e disciplinares cabíveis, sem prejuízo da colaboração com as autoridades competentes para o completo esclarecimento dos fatos". A Operação Infiltrados II investiga o envolvimento de policiais civis em um esquema de desvio de drogas apreendidas, principalmente cocaína, entre junho de 2025 e maio de 2026. A investigação é continuidade da Infiltrados, deflagrada em setembro, quando foram presos nove policiais civis, entre eles o delegado Hoffman D´Ávila, sob as mesmas acusações do grupo investigado agora. Quanto a essa parte da investigação, já virou processo criminal, pois a denúncia do Gaeco foi recebida esta semana, transformando os envolvidos em réus.
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