CidadesAcusados de executar mulher em frente ao filho vai a júri popular em Rio Pretopor Gustavo TeraoPublicado em 05/11/2026 às 12:03
Começou às 10h desta quinta-feira, 5, o júri popular dos réus Kalyson Signorini de Angelo e Roberto Antônio Brito de Souza pelo homicídio de Júnia Calixto, 26 anos.
Júnia foi morta a tiros em frente aos dois filhos, de 2 e 4 anos de idade. O crime ocorreu em agosto de 2024, no bairro João Paulo II, em Rio Preto.
Os réus foram pronunciados por três crimes, em concurso: homicídio triplamente qualificado, corrupção de menores e fraude processual.
Relembre
Segundo a Polícia Civil, Júnia foi morta após ignorar a ordem de não vender drogas na região mantida por Kalyson e Roberto.
A apuração aponta que Roberto matou Júnia com sete tiros, a mando de Kalyson. Além do apoio de José Guilherme Louzano Junior, 19, para convencer um adolescente de 13 anos a assumir o crime.
Três dias depois, os policiais receberam a denúncia falsa de que o executor de Júnia estaria em um serv-festa coma a arma utilizada no crime. O laudo confirmou que a arma era a mesma, mas o adolescente estava em outro local no momento do crime.
“Objetivou-se com a morte de Junia também assegurar a execução e vantagem do tráfico de drogas, pois Junia sendo informante de policiais, a atuação policial poderia impedir ou dificultar o tráfico de drogas por Kalyson e Roberto. A torpeza consistiu em eliminar uma concorrente do tráfico de drogas”, escreveu promotor Evandro Ornelas Leal.
A dupla Kalyson e Roberto foram identificados pela Polícia Civil, mas já estavam em prisão preventiva por tentativa de homicídio. O outro envolvido, José Guilherme, foi morto por policiais militares do 9º Baep em fevereiro de 2025 no momento da prisão.
Segundo a equipe policial, José tentou fugir e, após ser encurralado pelos agentes, trocou tiros com a equipe.
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