Quebra da patente da semaglutida alavanca resultado da Pague Menos e lucro vai a R$ 96,3 mi
Com receita de R$ 4,4 bilhões, companhia cearense atinge maior margem bruta para o terceiro trimestre desde 2018
Por Irna Cavalcante
Notícia
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Atualizado às 14:33, 05/11/2026 | Publicado às 14:09, 05/11/2026
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Resumo
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A Pague Menos registrou lucro líquido ajustado de R$ 96,3 milhões no 3º trimestre de 2026, uma alta de 19,5% impulsionada pela demanda por semaglutida e GLP-1.
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Após a quebra de patente da molécula, as vendas do medicamento saltaram 209% até o 3º tri, compensando a queda média de 54% nos preços.
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A receita total atingiu R$ 4,4 bilhões (+6,9%), o Ebitda ajustado somou R$ 278,8 milhões e a margem bruta de 30% foi a maior para um 3º trimestre desde 2018.
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Os canais digitais passaram a responder por 24,6% do total de vendas da rede, alavancados pelo aplicativo próprio, que cresceu 73,2%.
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A rede abriu 14 novas lojas no trimestre (saldo líquido de +10 unidades), com foco nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, alcançando 293 farmácias no Ceará.
A crescente demanda por semaglutida e a expansão dos medicamentos da categoria GLP-1, usados em processo de emagrecimento, foram decisivas para o desempenho da Pague Menos no terceiro trimestre de 2026. A companhia cearense reportou lucro líquido ajustado de R$ 96,3 milhões, um crescimento de 19,5% em relação ao igual trimestre de 2025.
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Os dados fazem parte do balanço financeiro divulgado pela empresa. Conforme o relatório, após a quebra de patente da molécula de semaglutida, as vendas entre o 1º e o 3º trimestre deste ano, dispararam 209%. O que ajudou a compensar a redução de preço médio de 54% no período.
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“Apesar de uma contribuição menor ao crescimento, análogos de GLP-1 seguem ganhando relevância no mix, atingindo 8,5% das vendas no 3T26 (+0,3p.p. vs. 2T26 e +1,4p.p. vs, 3T25), impulsionados pelo avanço da semaglutida”, informou a empresa.
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No 3º trimestre deste ano, o patamar de crescimento, no entanto, foi menor que o observado nos trimestres anteriores. Segundo a empresa, isso ocorreu em função das bases de comparação progressivamente mais fortes e um ambiente de mercado mais desafiador.
“Mesmo com este cenário, seguimos apresentando crescimento em market share, alavancagem operacional e consistentes avanços em alavancas estratégicas.”
O relatório mostra que a receita da rede de farmácias cearense alcançou R$ 4,4 bilhões no trimestre, aumento de 6,9% na variação anual. O EBITDA Ajustado (Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) somou R$ 278,8 milhões, alta de 7,2% ante o 3º trimestre de 2025.
Já a margem bruta atingiu 30%, o maior patamar para um terceiro trimestre desde 2018. Segundo a administração, além da melhoria das condições comerciais, o ganho de rentabilidade bruta é fruto “da captura de eficiências tributárias decorrentes do novo centro de distribuição na Paraíba".
As Vendas Mesmas Lojas (SSS) cresceram 5,6%, valor equivalente ao dobro da inflação oficial de medicamentos do período. As lojas maduras apresentaram expansão de 5,3% nas vendas.
A venda média mensal por loja atingiu R$ 868 mil no trimestre (+4,4% vs. 3T25) e o ticket médio subiu 3,2% no período, chegando a R$ 97,39 (+3,2% vs. 3T25 de R$ 94,39).
A participação dos canais digitais subiu para 24,6% das vendas totais (+4,8 p.p. vs. 3T25). O avanço foi impulsionado pelo aplicativo proprietário, que teve expansão de 73,2% nas vendas em relação ao ano anterior e já responde por dois terços do e-commerce da rede.
Conforme a Pague Menos, foram mais de 45,5 milhões de clientes atendidos no trimestre, crescimento de 3,6% em relação ao 3º trimestre do ano passado.
Expansão
No trimestre deste ano, a rede inaugurou 14 novas lojas e realizou quatro fechamentos, contabilizando um saldo líquido positivo de 10 unidades no trimestre. Nos últimos doze meses, a Pague Menos soma 46 aberturas, priorizando as regiões Norte e Nordeste e classes populares.
O Ceará consolidou sua posição como a maior praça da empresa, com 293 unidades em funcionamento. Em 12 meses, foram registradas a abertura de 8 novas lojas e o fechamento de duas.
“Em paralelo, ampliamos gradualmente nossa presença no Centro-Oeste, que já concentra 26% das aberturas. Seguimos acelerando nosso ritmo de expansão orgânica, com mais de 20 lojas em estágio avançado de implantação, com previsão de inauguração no quarto trimestre de 2026”, afirmou a empresa.
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