OUTRO LADODefesa de delegado investigado por suspeita de tortura nega ordem para agressões Advogados afirmam que Rick da Silva e Silva não ordenou violência nem coagiu pessoas a confessar; investigação apura agressões contra custodiado em Rorainópolis
A defesa do delegado da Polícia Civil de Roraima Rick da Silva e Silva negou que ele tenha ordenado agressões ou coagido pessoas a confessar crimes. A manifestação foi divulgada pelos advogados Diego Rodrigues e Igor Lyniker, após a instauração de um inquérito policial para apurar uma suspeita de tortura contra um custodiado na Delegacia de Rorainópolis.
Em nota, os advogados afirmaram que, conforme declaração do próprio denunciante registrada nos autos da investigação, ele negou perante o juiz ter confessado sob pressão.
A defesa também destacou que os fatos devem ser analisados com base na íntegra das provas, respeitando o contraditório, a ampla defesa e o devido processo legal.
Investigação
O inquérito policial foi instaurado em outubro deste ano para apurar agressões que teriam ocorrido em 24 de fevereiro de 2025, na Delegacia de Polícia Civil de Rorainópolis.
De acordo com documentos do Ministério Público de Roraima, há indícios de que o custodiado V.F.S tenha sido agredido por outros presos no interior da cela de trânsito. O órgão também apontou a suspeita de que as agressões teriam sido ordenadas pelo delegado, que estava à frente da unidade na época.
O Ministério Público mencionou ainda que câmeras internas teriam registrado a ocorrência e que os policiais de plantão não teriam realizado intervenção eficaz para proteger a integridade física do custodiado.
As circunstâncias das agressões e a eventual participação do delegado são investigadas.
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