CNN Tech: o que avaliar antes de comprar um celular novo na Black Friday
Com a Black Friday se aproximando, muitos consumidores aproveitam as promoções para trocar de celular. Mas será que o desconto realmente vale a pena? No CNN Tech, Gabriel Rimi, especialista do Canaltech, listou os principais pontos que o consumidor deve observar antes de fechar a compra de um aparelho novo.
Segundo Rimi, a data é considerada uma boa oportunidade para quem precisa trocar de dispositivo.
“Mesmo o mercado estando numa crise de memórias, com os produtos um pouco mais caros, ainda há bastante pontos de atenção para fazer uma boa compra. Quem está precisando de um aparelho novo vai conseguir economizar”, afirmou.
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Memória RAM: fuja dos 4 GB
O primeiro ponto de atenção destacado por Rimi, em participação no Live CNN, da CNN Brasil, é a memória RAM.
De acordo com ele, a memória funciona como uma mesa de trabalho: quanto maior, mais tarefas o aparelho consegue executar ao mesmo tempo. “4 GB hoje em dia já não é mais suficiente”, alertou.
Algumas marcas oferecem o recurso de RAM virtual, que utiliza parte da memória de armazenamento para complementar a RAM física, mas Rimi ressalta que “nunca é a mesma coisa”, já que a memória de armazenamento é mais lenta. A recomendação é optar por aparelhos com, no mínimo, 8 GB de memória RAM.
“Às vezes o preço vai subir um pouquinho, mas o aparelho vai durar muito mais”, explicou.
Armazenamento: 128 GB é o mínimo recomendado
Outro aspecto fundamental é a memória de armazenamento.
Rimi destacou que 64 GB já não são suficientes para o uso atual. O sistema Android, por exemplo, pode ocupar, sozinho, entre 20 e 30 GB do dispositivo.
A recomendação mínima é de 128 GB, com opções maiores, como 256 GB, sendo o ideal para quem deseja mais conforto no uso cotidiano.
Câmeras múltiplas: quantidade não é sinônimo de qualidade
Rimi também alertou para a armadilha das câmeras múltiplas. Aparelhos mais baratos frequentemente exibem três ou quatro câmeras, mas isso não garante qualidade fotográfica superior.
Como exemplo, ele citou a câmera macro de 2 megapixels, presente em alguns modelos de entrada.
“Não caia na armadilha de achar que só porque tem mais câmeras é a melhor opção”, orientou. O conselho é priorizar as especificações mais relevantes, como memória RAM e armazenamento, em vez de se deixar seduzir pela quantidade de lentes.
Mercado cinza: cuidado com a garantia
O especialista ainda chamou atenção para o chamado mercado cinza, que engloba produtos originais comercializados fora dos canais oficiais de distribuição no Brasil. Esses aparelhos não passam pelo processo de importação regular e, por isso, costumam ser vendidos a preços mais baixos.
O problema, segundo ele, está na garantia: “muitas vezes, quando você compra um aparelho assim, vai ter uns três meses de garantia. A garantia é com a loja que te vendeu, não com a marca que faz o aparelho”.
Uma dica prática para identificar esse tipo de produto é verificar o prazo de garantia: se for de apenas três meses, é um sinal de que se trata de uma revenda não oficial. “O barato pode sair caro”, concluiu Rimi.
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