Vereadora questiona exonerações em gabinete e aponta tratamento desigual
Vereadora afirma que a decisão ocorreu após divergência na eleição da Mesa Diretora; presidente Celso Machado atribuiu as exonerações a medidas de contenção de despesas
A vereadora Amanda Areval (Republicanos) usou a tribuna da Câmara de Vilhena, nesta semana, para questionar a exoneração e a devolução antecipada de servidores que trabalhavam em seu gabinete.
Durante o pronunciamento, ela afirmou que as medidas teriam ocorrido após seu voto na eleição da Mesa Diretora para o próximo biênio.
Segundo a parlamentar, a Presidência interrompeu antecipadamente a cedência de servidores escolhidos por ela para compor sua equipe.
Amanda afirmou que a decisão compromete o andamento de quase 80 projetos e iniciativas acompanhados pelo gabinete, especialmente em um período de elaboração de emendas impositivas e análise de matérias orçamentárias.
A vereadora também relatou que, ao tentar entregar documentos para renovar as cedências, ouviu do presidente Celso Machado que “agora são outros tempos”.
Para ela, a situação levanta questionamentos sobre liberdade de voto, respeito à representação parlamentar e igualdade de tratamento entre os vereadores.
Amanda classificou a medida como intimidação e autoritarismo e afirmou que não pretende abrir mão de suas convicções políticas. Também informou que medidas jurídicas já foram adotadas.
Após o pronunciamento, Celso Machado respondeu brevemente e afirmou que as exonerações foram motivadas por uma política de contenção de custos da Câmara.
Informações da Folha do Sul Online.
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