Mailza rebate Naluh e diz que Estado adotou medidas de proteção para médica assassinada

A governadora do Acre, Mailza Assis (Progressistas), afirmou nesta quinta-feira, 05, que o Estado adotou medidas de proteção para a médica Elyne de Assis Nogueira, 39 anos, assassinada em Brasileia, no interior do Acre, e contestou questionamentos sobre a atuação do poder público no caso. A declaração foi dada durante coletiva de imprensa em Rio Branco, após a conselheira do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Naluh Gouveia, responsabilizar instituições públicas, incluindo o governo estadual, pela morte da profissional.
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Ao responder à declaração da conselheira, Mailza afirmou que a vítima havia acionado a polícia e que providências relacionadas à sua segurança estavam sendo adotadas. Segundo a governadora, as autoridades identificaram o local onde estava o suspeito e posteriormente constataram que ele havia deixado o endereço.
“O Estado está atuando nessa defesa, inclusive as providências quanto à segurança dela estavam sendo tomadas e foram. Ela acionou, ela estava sendo protegida no momento que ela acionou a polícia, foi identificado onde estava o agressor, foi identificado também que o agressor saiu do local”, declarou.
Mailza, no entanto, afirmou que houve uma terceira situação que acabou fugindo à capacidade de previsão das autoridades. “Mas houve um terceiro, que ninguém prevê, é algo que não dá para a gente se antecipar a tudo isso”, acrescentou.
Mailza ponderou que o enfrentamento à violência não pode ficar restrito à atuação das forças policiais e defendeu a construção de uma rede de proteção envolvendo as secretarias de Segurança Pública, Saúde, Assistência Social e Educação.
“Não vamos conseguir vencer isso apenas fortalecendo a segurança pública. É necessário envolvermos uma rede de proteção, é necessário envolvermos demais secretarias, todas estarem com esse mesmo objetivo”, afirmou.
A governadora também relacionou o enfrentamento à violência à autonomia financeira das mulheres, defendendo políticas de geração de emprego e renda como instrumentos para ampliar a independência econômica e fortalecer a proteção feminina.
“A independência econômica vai ajudar muito, a geração de emprego e renda. É dessa forma que nós precisamos trabalhar diversas políticas para que a gente consiga atingir essa situação desejada, que é violência zero contra a mulher e contra qualquer outro tipo de violência”, concluiu.
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