Acusados de matar jovem de 17 anos em "ritual" em Iguatu são condenados
Foi a quarta condenação imposta a Roberto Alves da Silva e Desiree Dantas Barros, que também mataram as outras três vítimas durante práticas místicas
Por Lucas Barbosa
Notícia
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Atualizado às 18:24, 04/11/2026 | Publicado às 18:23, 04/11/2026
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Resumo
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Quarta condenação: Dupla acusada pelos "Crimes do Sítio Canto" é condenada novamente por assassinato em ritual em Iguatu.
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Roberto Alves pegou mais de 24 anos e Desiree Dantas mais de 28 anos pela morte de jovem de 17 anos em 2017.
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MPCE apontou que o homicídio ocorreu em ritual para "angariar mulheres, sorte e dinheiro".
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A vítima foi morta em outubro de 2017, mas seu corpo só foi achado em 2018 com outros três cadáveres na propriedade.
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Os réus já acumulavam penas anteriores que superavam 70 e 80 anos de reclusão pelos outros homicídios.
O quarto julgamento dos chamados "Crimes do Sítio Canto" foi realizado nesta terça-feira, 3, em Iguatu, município da Região Centro-Sul do Ceará. Roberto Alves da Silva, de 49 anos, e Desiree Dantas Barros, de 38 anos, foram condenados a 24 anos, 7 meses e 10 dias de prisão e a 28 anos e 10 meses de reclusão, respectivamente, pelo assassinato de Ane Jaqueline da Silva, de 17 anos, crime ocorrido em 2017.
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O Ministério Público do Estado (MPCE) sustenta que o homicídio foi praticado durante um "ritual" cujo objetivo seria "angariar mulheres, sorte e dinheiro".
Na denúncia, o MPCE narra que Ane Jaqueline foi atraída pelos criminosos até o Sítio Canto após demonstrar interesse em conhecer as atividades místicas desenvolvidas pelos réus. Um adolescente — que, posteriormente, foi encontrado morto — também teria participado da execução.
“Registra que, após chegarem no local dos fatos, o adolescente junto ao acusado Gleudson (nome utilizado por Desiree antes da transição de gênero) alegaram para a vítima que fariam uma reza para ela, sentando-a numa cadeira na lateral da casa e colocando um pano sobre sua cabeça, momento em que o denunciado Roberto efetuou o disparo de arma de fogo que atingiu a nuca da ofendida”, consta na sentença de pronúncia.
“Na sequência, o adolescente e o réu Gleudson levaram o corpo até uma mesa no interior da residência e tiraram as vestes da vítima, tendo Gleudson desenhado um pentagrama na região peitoral e o menor decepou a mão esquerda do cadáver e ingeriu o sangue decorrente do corte”.
Roberto e Desiree já haviam sido considerados culpados pelas outras três mortes. Com as sentenças referentes à morte de Ane Jaqueline, ambos acumulam penas que somam mais de 80 e 70 anos de prisão, respectivamente.
No julgamento do caso de Ane Jaqueline, os dois réus foram condenados por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa da vítima), ocultação e vilipêndio de cadáver, além de corrupção de menores.
Ambos já se encontravam presos e cumprirão as novas penas em regime inicialmente fechado. Eles poderão recorrer à segunda instância.
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