Cacau cai 5% em Nova York e atinge menor nível em cinco semanas
Os contratos futuros do cacau registraram forte desvalorização na Bolsa de Nova York nesta sessão de quinta-feira (05), ampliando o movimento de queda observado nas últimas três semanas. O vencimento para dezembro recuou 5,04%, encerrando o pregão cotado a US$ 5.181 por tonelada e atingindo o menor patamar em cinco semanas.
Segundo análise da Barchart, a pressão sobre os preços está relacionada ao aumento dos estoques monitorados pela bolsa internacional, que tem reduzido as preocupações com a disponibilidade global da commodity. Os volumes armazenados vêm crescendo de forma constante desde o início do ano e alcançaram 3.725.161 sacas na quarta-feira, o maior nível em dois anos e meio.
Outro fator que contribui para a trajetória negativa é a possibilidade de aumento das vendas brasileiras de cacau no mercado internacional. A desvalorização do real frente ao dólar pode estimular os exportadores nacionais a ampliar os embarques, uma vez que a conversão da receita em moeda estrangeira resulta em maior retorno em reais.
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Café
A perspectiva de maior disponibilidade de café brasileiro no mercado internacional voltou a pressionar as cotações da commodity na Bolsa de Nova York. O contrato futuro do arábica para entrega em dezembro encerrou a sessão com queda de 0,93%, negociado a US$ 2,77 por libra-peso, enquanto os preços atingiram o menor patamar em cinco semanas.
De acordo com análise da Barchart, a expectativa de aumento das exportações brasileiras tem influenciado negativamente o mercado. Na terça-feira, 55.396 sacas de café do Brasil aguardavam classificação nos armazéns da bolsa internacional, o maior volume registrado em sete semanas.
A classificação é uma etapa necessária para que os lotes sejam incorporados aos estoques certificados da bolsa. Esse processo pode levar de uma a duas semanas ou até mais, dependendo do volume de café recebido e da demanda pelas avaliações.
O fluxo de produto brasileiro para os armazéns da ICE tem se intensificado desde meados de setembro. Na última quinta e sexta-feira, os estoques certificados de café brasileiro alcançaram 83.052 sacas, o maior volume em nove meses, reforçando as expectativas de maior disponibilidade da commodity no mercado internacional.
Açúcar
Os contratos futuros do açúcar encerraram a sessão em alta na bolsa de Nova York, apoiados pelo enfraquecimento do dólar e pela valorização do petróleo. O vencimento para março avançou 0,49%, fechando negociado a 18,56 centavos de dólar por libra-peso.
Segundo análise da Barchart, a desvalorização da moeda norte-americana estimulou o fechamento de posições vendidas nos contratos futuros da commodity, contribuindo para a recuperação dos preços. O avanço de 2% nas cotações do petróleo bruto WTI também favoreceu esse movimento no mercado açucareiro.
Apesar da alta registrada nesta sessão, os preços acumulam uma trajetória negativa nas últimas três semanas. Na terça-feira, o açúcar negociado em Nova York atingiu a menor cotação em cinco semanas, enquanto, o contrato em Londres recuou ao menor nível em três meses.
Entre os fatores que pressionam o mercado está a perspectiva de aumento da produção na Índia, o que pode ampliar a oferta global. Na terça-feira, a Federação Nacional de Cooperativas de Usinas de Açúcar da Índia informou que a produção do país alcançou 845 mil toneladas nesta safra até o fim de outubro, volume mais de oito vezes superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
Suco de Laranja
O mercado futuro do suco de laranja encerrou a sessão em território negativo na Bolsa de Nova York. O contrato com vencimento em janeiro registrou desvalorização de 2,21%, terminando o pregão cotado a US$ 1,35 por libra-peso.
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