Justiça cobra R$ 1,4 milhão de Tom Goodhead, do caso Mariana
A Justiça Federal determinou o pagamento de R$ 1.378.629 em impostos atrasados e multas por uma empresa instalada no Brasil de propriedade do advogado britânico Tom Goodhead. Ele defende em ação em Londres vítimas do rompimento da barragem de Fundão da mineradora Samarco em Mariana (MG) em 2015.
A ordem da 2ª Vara de Execuções Fiscais da Justiça Federal de São Paulo é de 28 de outubro de 2026. Determina que pagamento seja feito até 5 dias a partir da citação do executado. Não há informação disponível sobre a realização da citação. Leia a íntegra da decisão (PDF – 441 kB).
O Poder360 procurou Goodhead. A assessoria de imprensa do advogado disse que não haverá declaração sobre o tema. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
A execução fiscal tem como alvo a empresa Thomas Arthur Morgan Goodhead Sociedade Unipessoal Limitada. A Procuradoria Geral da Fazenda Nacional cobra valores inscritos na Dívida Ativa da União.
A cobrança refere-se a pagamentos de PIS (Programa de Integração Social) e Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) que deveriam ter sido feitos em 2024. O escritório da empresa de Goodhead fica na av. Paulista, em São Paulo.
AÇÃO DE 36 BILHÕES DE LIBRAS
O advogado fundou em Londres em 2018 o escritório Pogust Goodhead, que representa vítimas do desastre de Mariana em ação de 36 bilhões de libras (R$ 266 bilhões) contra a mineradora anglo-australiana BHP, sócia da brasileira Vale no controle da Samarco.
Goodhead saiu do cargo de CEO do escritório em agosto de 2025 por divergências com financiadores. Deixou o escritório em setembro de 2025. Em setembro de 2026, passou a integrar o escritório BGI (Bailey Glassler International), que também representa vítimas de Mariana na ação em Londres.
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