EUA programam 3 execuções em um dia pela 2ª vez no ano
Os Estados Unidos programaram 3 execuções por injeção letal para esta 5ª feira (5.nov.2026). A 1ª foi realizada em Indiana. Jeffrey Weisheit, de 50 anos, foi declarado morto às 00h45 (no horário local). Outras duas estão previstas para o mesmo dia, nos Estados da Flórida e do Alabama. É a 2ª vez neste ano que o país tem 3 execuções programadas para uma única data.
Weisheit foi executado na Prisão Estadual de Indiana, em Michigan City. Ele foi condenado por matar duas crianças, de 8 e 5 anos, ao incendiar a casa da mãe delas, que era sua namorada, em 2010. Foi a 1ª execução no Estado em 2026.
A morte foi confirmada por Noelle Russell, porta-voz do Departamento de Correção de Indiana. Segundo ela, o condenado teve costelinha barbecue como última refeição e não fez uma declaração final.
A defesa tentou impedir a execução e pediu ao governador republicano Mike Braun a realização de exames para avaliar o histórico de lesões na cabeça e os problemas de saúde mental do condenado. Também solicitou a substituição da pena de morte por prisão perpétua. Braun rejeitou os pedidos.
A última vez que os EUA tiveram 3 execuções programadas para o mesmo dia foi em agosto. Na ocasião, os Estados do Tennessee, Oklahoma e Alabama executaram condenados.
FLÓRIDA E ALABAMA
Na Flórida, Jesse Guardado, de 64 anos, foi condenado por matar uma mulher de 75 anos durante um roubo em 2004. A execução está marcada para as 18h (20h, no horário de Brasília), na Penitenciária Estadual da Flórida, em Raiford.
No Alabama, a execução de Michael Taylor, de 54 anos, também está marcada para as 18h e será realizada no Centro Correcional William C. Holman. Ele foi condenado por matar um casal de idosos durante um roubo em Gadsden, há 35 anos. Na época do crime, tinha 19 anos.
A defesa pediu à governadora republicana Kay Ivey a comutação da pena, argumentando que Taylor era jovem e imaturo quando cometeu os assassinatos. O pedido foi negado.
Taylor havia escolhido o gás nitrogênio, mas o Estado optou pela injeção letal depois que um juiz considerou inconstitucional o uso do gás no caso.
As execuções ocorrem diante de novos questionamentos sobre a aplicação da pena de morte nos EUA. Em setembro, Christa Pike sobreviveu a duas doses de pentobarbital durante uma tentativa frustrada de execução no Tennessee. Desde então, tribunais têm rejeitado pedidos para suspender outras execuções com base no episódio.
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