POLÍTICA Flávio Bolsonaro diz que será candidato se houver nova eleição
O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que pretende disputar novamente a Presidência da República caso sejam convocadas novas eleições no Brasil. A declaração foi dada em entrevista ao jornal norte-americano The New York Times, publicada nesta quinta-feira, 5, após sua saída do país e chegada aos Estados Unidos.
“Se houver novas eleições, obviamente serei candidato novamente”, afirmou Flávio. A declaração ocorre depois da derrota histórica para o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições.
Tudo sobre Política em primeira mão!Na entrevista, o senador reconheceu as dificuldades do grupo político, que passou de uma perspectiva de retorno ao poder após terminar o primeiro turno à frente para uma situação de afastamento do Brasil.
Seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e cumpre prisão domiciliar. Já seu irmão Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos, após ser condenado no Brasil por incitar o governo norte-americano a interferir no julgamento do pai.
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Senador não reconhece derrota eleitoral
Durante a conversa com o jornal, Flávio voltou a contestar o resultado das eleições, vencidas por Lula. Ele alegou, sem apresentar provas, que a derrota teria sido “matematicamente impossível” e afirmou ter suspeitas de irregularidades no processo eleitoral.
“Tenho minhas suspeitas”, disse, ao ser questionado sobre suas acusações. “Ninguém pode afirmar com 100% de certeza que estou certo, nem com 100% de certeza que estou errado.”
O senador também criticou a prorrogação do horário de votação em algumas localidades, medida que, segundo ele, teria favorecido o adversário. No entanto, a alteração afetou cerca de 33 mil votos, enquanto Lula venceu a disputa por uma diferença de 4,4 milhões de votos.
Família Bolsonaro enfrenta cenário de incerteza
Flávio reconheceu que a família enfrenta um momento de incerteza política e jurídica. Além da condenação do pai e da permanência de Eduardo nos Estados Unidos, o próprio senador deixou o Brasil após a derrota eleitoral e afirmou que pretende contestar judicialmente a vitória de Lula, embora reconheça que as chances de sucesso são pequenas.
Mesmo no exterior, ele disse que pretende mobilizar aliados no Brasil para defender pautas do grupo, entre elas a redução da maioridade penal e a anistia para Jair Bolsonaro e os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
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