Campo Grande News
Preso em flagrante durante ação da PF estava com maconha gourmet e "bala"
Preso durante o cumprimento de mandados da Operação Ifrit, da Polícia Federal, estava com porções de haxixe, maconha gourmet e comprimidos de droga sintética em uma casa na Vila Ipiranga, em Campo Grande. Wesley Igor Pereira Duré, de 22 anos, estava morando no endereço de outro investigado, Renan Braian Garcia Presotto, que não foi encontrado no local. A prisão ocorreu na manhã desta quarta-feira (4). Durante as buscas, os policiais encontraram as substâncias em diferentes cômodos da residência. Conforme laudo pericial preliminar, foram apreendidos 125,3 gramas de haxixe, 9,36 gramas de crumble, uma forma concentrada de maconha conhecida como gourmet, e comprimidos com resultado positivo para 3,4-MDA, substância proscrita. Além das drogas, a equipe recolheu uma balança de precisão, um celular iPhone 17 Pro Max, um notebook da marca Acer e um equipamento utilizado para gravação de imagens. Parte dos entorpecentes estava na geladeira da cozinha e outra porção foi localizada na área gourmet do imóvel. Em depoimento à Polícia Federal, Wesley afirmou ser usuário de drogas e assumiu a propriedade de parte do material apreendido. Sobre a substância encontrada na geladeira, disse que já estava na casa quando começou a morar no endereço e que não lhe pertencia. Ele também negou conhecer as demais drogas, que teriam sido encontradas em dois quartos trancados. O homem contou que mora de favor no imóvel, cedido por um conhecido, depois que sua antiga residência foi invadida. Disse ainda que divide a casa com a esposa e que está em Campo Grande há cerca de oito meses. Sobre Renan, alvo do mandado de busca e apreensão, afirmou não conhecê-lo. A Polícia Federal considerou que a situação configurava flagrante por armazenamento de entorpecentes. Wesley foi levado à Superintendência Regional da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul, onde foi autuado. Operação - A prisão ocorreu durante a Operação Ifrit, deflagrada pela Polícia Federal e pela Receita Federal para desarticular um esquema de tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro e outros crimes. Segundo as investigações, uma família com atuação em Ponta Porã comandava a estrutura criminosa, que também contava com a participação de agentes de segurança pública. Ao todo, a Justiça Federal expediu 26 mandados de prisão em sete estados. Pelo menos 12 pessoas foram presas em Mato Grosso do Sul, entre integrantes do grupo investigado e policiais suspeitos de colaborar com o esquema. Um dos principais alvos é o empresário Adel Hassan Haidar, de Ponta Porã, apontado como integrante do núcleo familiar que comandava as atividades criminosas. O irmão dele, Bassan Hassan Haidar, também foi preso. Entre os agentes públicos investigados está o delegado Hoffman D'Ávila Cândido e Sousa, ex-chefe da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico), que já estava preso desde setembro, quando foi alvo da Operação Infiltrados, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). Outro policial civil investigado é Douglas Tobias, que passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica. Na casa dele, no condomínio Alphaville, em Campo Grande, os agentes apreenderam um Ford Mustang Shelby GT500, avaliado em aproximadamente R$ 370 mil.
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