Marquise aposta em Ecohubs de biometano e prevê contratações com fim da escala 6x1
Com uma unidade de Ecohub em Aquiraz, a empresa mapeou cinco outras plantas no Brasil e projeta investir até R$ 200 milhões
Notícia
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Publicado às 18:10, 05/11/2026
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Resumo
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Grupo Marquise mira expansão com Ecohubs
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Investimento por unidade varia de R$ 150 a R$ 200 milhões
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Ecohubs visam produção de biometano, energia e tratamento de água
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Uma unidade opera em Aquiraz e cinco outras estão mapeadas
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Adaptação à reforma tributária e fim da escala 5x2 prevê contratações.
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As informações foram detalhadas nesta quinta-feira, 5, por Carla Pontes, co-CEO da empresa, em entrevista após encontro do Grupo de Líderes Empresariais do Ceará (Lide), quando projetou maior contratação pelo Grupo após a implementação da escala 5x2 no País.
"A gente já tem alguns aterros em diversas regiões do Brasil que estão sendo todos transformados em Ecohubs. O primeiro que nasceu como hub é o que abrimos há pouco em Aquiraz, que já nasceu como essa plataforma regional com a capacidade de atender diversas cidades", afirma.
Atualmente, a empresa já trabalha com produção de gás biometano a partir do processamento de resíduos sólidos urbanos (RSU). A expansão para um hub deve incluir, contudo, um centro de triagem de insumos, possibilitando a produção de composto orgânico, a geração de energia renovável e o tratamento de água para reúso.
Uma planta tem a capacidade de atender diversas cidades no entorno, tanto por meio do recebimento de resíduos quanto pelo posterior fornecimento de gás e adubos. Além de Aquiraz, são mapeadas plantas em Caucaia, Natal (RN), Manaus (AM) e Osasco (SP), entre outros.
Ela esclarece também que o investimento é variável e se divide ao longo de anos, a depender da escala e capacidade da planta.
"Nesses hubs se faz construção de usinas de biometano, de UTM (Unidades de Triagem Mecanizadas), do próprio aterro. Isso depende muito de quanto resíduo a gente recebe por dia, o investimento varia muito. Mas se pensar nas usinas de biometano, no UTM e no aterro, cada unidade deve girar em torno de R$ 150 a 200 milhões", explica Carla.
A executiva é filha de José Carlos Pontes, que fundou o grupo junto de Erivaldo Soares. Há três anos, iniciou-se um processo de transição do cargo de CEO, que agora será assumido por Carla e Paulo Marcelo Santana.
Com a nova gestão, Carla passa a acompanhar principalmente os fatores ambiental e de infraestrutura do negócio, enquanto Paulo Marcelo vai gerir a rotina da incorporadora.
"Para decisões estratégicas, a gente toma sempre em conjunto, refletindo e seguindo as diretrizes do grupo de acordo com o que foi definido pelos acionistas. Para decisões operacionais fazemos uma divisão interna, eu olho mais a parte de Incorporações e Carla vê a parte de Infraestrutura e Ambiental", comenta o executivo.
Fim da escala 6x1 vai impulsionar contratações
Outro assunto abordado foi a adaptação da Marquise a importantes mudanças previstas para os próximos meses, principalmente o início efetivo da transição da reforma tributária e o fim da escala de trabalho 6x1.
Segundo Carla, a gestão já tem como certo que serão realizadas novas contratações para suprir setores com déficit de mão de obra, em particular construção civil e turismo.
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"Vamos precisar contratar novas pessoas. A gente tem, por exemplo, o hotel (Gran Marquise) que é super intensivo em mão de obra, que vai precisar fazer novas contratações. Na incorporação também exigem contratações novas. Olhamos muito para mecanização, já vínhamos nesse processo, mas serão necessárias contratações e, em alguns casos, adaptar o horário de funcionamento dos negócios", explicou a executiva.
O volume exato do incremento no quadro de colaboradores ainda não foi mensurado "na ponta do lápis", uma vez que o grupo realiza o levantamento detalhado dos impactos operacionais no orçamento para o próximo ano.
Esse planejamento também considera diferentes cenários de reforma tributária, tendo em vista que a alíquota da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) do próximo ano ainda não foi definida.
"Temos um grupo de trabalho permanente que acompanha e atualiza de acordo com a legislação do que está sendo discutida e o impacto disso nos negócios. Neste momento nós estamos elaborando os orçamentos para o próximo ano considerando pelo menos dois cenários, o que está decidido no momento e do que pode vir a ser decidido", sintetiza Santana.
Sobre esses cenários, ele afirma que a busca constante tem sido por ganhos de produtividade em diversos pontos na cadeia, para acomodar os novos custos sem perder lucratividade.
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