Polícia PF combate envio de brasileiras para exploração sexual em Israel Mandados foram cumpridos no Pará e em Goiás; líder do recrutamento foi presa preventivamente e Justiça bloqueou R$ 10 milhões.
Mandados foram cumpridos no Pará e em Goiás; líder do recrutamento foi presa preventivamente e Justiça bloqueou R$ 10 milhões.
Publicado em 05/11/2026 às 17h35
A Polícia Federal deflagrou uma operação contra uma rede de tráfico humano suspeita de aliciar mulheres brasileiras para exploração sexual no exterior, principalmente em Israel. Uma mulher apontada como a principal articuladora do recrutamento das vítimas foi presa preventivamente no município de Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém (PA).
Além da prisão preventiva, os policiais federais cumpriram dois mandados de busca e apreensão em Ananindeua e outro em Goiânia (GO). A Justiça também determinou o bloqueio judicial de mais de R$ 10 milhões pertencentes ao grupo criminoso, que utilizava empresas de fachada para realizar a lavagem de dinheiro.
As apurações foram iniciadas a partir de dados compartilhados pela polícia de Israel, em um desdobramento de investigações conduzidas pelas autoridades daquele país. De acordo com a PF, a suspeita utilizava redes sociais, anúncios na internet e aplicativos de mensagens para cooptar mulheres com promessas de viagens ao exterior.
A organização criminosa providenciava as passagens, o transporte e a hospedagem das vítimas. Ao chegarem aos destinos, as brasileiras eram destinadas à exploração sexual. Parte dos pagamentos recebidos em espécie ficava sob controle da quadrilha, que realizava operações de câmbio irregular para transferir o dinheiro ao Brasil.
Os envolvidos na organização criminosa poderão responder pelos crimes de tráfico de pessoas, organização criminosa, favorecimento da prostituição, rufianismo, promoção de imigração irregular e operação ilegal de câmbio. A Polícia Federal segue apurando a quantidade exata de vítimas e a situação atual de cada uma delas.
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