Lula prega responsabilidade fiscal para atrair investidor
BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quinta-feira (5/11) que a economia do país precisa estar "arrumada" para atrair investimentos. Segundo ele, ninguém vai querer investir em "economia desordenada". A declaração ocorreu durante reunião com o Conselho Nacional para a Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, em meio a um debate sobre ajuste nas contas públicas.
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"Agora nós sabemos que nós temos que atrair pessoas interessadas a vim trabalhar conosco. E nós precisamos saber que para a gente atrair, a gente vai ter que ter uma economia arrumada. Ninguém vai querer vir fazer investimento numa economia totalmente desordenada. As pessoas querem saber se nós estamos falando sério", disse o petista.
Lula afirmou também que o país precisa demonstrar seriedade para atrair capital e disse que investidores levam em conta fatores como segurança jurídica e responsabilidade fiscal antes de aplicar recursos.
"As pessoas vão colocar dinheiro aqui se eles perceberem que o investimento dele vai criar o benefício para os objetivos deles e ao mesmo tempo gerar retorno financeiro para os seus investimentos. É por isso que nós temos que ter responsabilidade jurídica. É por isso que nós temos que ter responsabilidade fiscal. É por isso que a gente não pode brincar e fazer parcerias e fazer o projeto que nós estamos fazendo. Esse projeto da criação do conselho é um instante de muita seriedade desse país".
A fala ocorreu na tarde desta quinta-feira, durante a primeira reunião do Conselho para Industrialização de Minerais Críticos. Na ocasião, o Conselho aprovou a lista dos minerais qualificados como críticos e estratégicos para o país. Entre eles estão terras raras, grafita, níquel, potássio e nióbio.
Pela manhã, o presidente Lula se reuniu com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o vice-presidente Geraldo Alckmin, os ministros Bruno Moretti (Planejamento), Miriam Belchior (Casa Civil) e Esther Dweck (Gestão), os ex-ministros Fernando Haddad, Aloizio Mercadante e Guido Mantega, além dos economistas Luciano Coutinho, Eduardo Moreira e Laura Carvalho.
Após a reunião, Durigan afirmou que não há "fórmula mágica" para a economia brasileira e garantiu que o governo Lula pretende manter os compromissos fiscais e os benefícios prometidos durante a campanha eleitoral. Ao ser questionado, o ministro disse que não houve discussão sobre "medidas específicas" no encontro.
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