Flávio diz ao NYT que fugiu sem ajuda externa e que levará detalhes "para o túmulo"
Imprensa internacional veiculou que agentes dos governos de Donald Trump e de Javier Milei auxiliaram na fuga do senador. O candidato derrotado fugiu para os EUA
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Publicado às 21:00, 05/11/2026
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Flávio chegou a negar a ajuda de outras pessoas em seu plano de fuga e disse: "Fiz tudo sozinho. Não houve ajuda de absolutamente ninguém, de nenhum governo".
Embora o senador afirme ter decidido fugir de maneira espontânea e sem ajuda externa, a imprensa norte-americana confirmou nas últimas semanas que o jato utilizado por ele foi providenciado por um funcionário da Casa Branca, e que sua entrada no país foi autorizada pelo próprio Donald Trump. A revelação contradiz a versão dada pelo parlamentar.
A imprensa argentina também repercutiu a possível participação do governo na fuga, com a presença de um assessor do presidente Javier Milei em Porto Iguaçu, local que Flávio partiu com destino aos Estados Unidos.
Questionado em entrevista pelo The New York Times, na tarde desta quarta-feira, 4, de como teria saído do País, o parlamentar afirmou que levaria essa informação e os detalhes da viagem com ele para o "túmulo".
Esta é a primeira entrevista realizada por Flávio desde a execução de seu plano de fuga que o fez passar pela Argentina e pelo Equador antes de chegar aos Estados Unidos.
A chegada aos EUA ocorreu no dia 28 de outubro, três dias após o resultado do segundo turno das eleições, na esteira da ordem de entrega de passaportes emitido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, com orientação da Polícia Federal (PF).
O filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é investigado pela PF por suspeita de lavagem de dinheiro e corrupção em esquema com o advogado e amigo Willer Tomaz.
Ele negou as acusações e se disse inocente durante a entrevista afirmado que se tivesse ficado no Brasil seria "condenado certamente".
“Eu já sei que o resultado final será a minha prisão”, disse comparando com a prisão de Jair Bolsonaro após as eleições de 2022.
Bolsonaro está preso após ter sido condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Irmão de Flávio e também filho de Jair, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro também se encontra nos Estados Unidos. Ele foi condenado pelo STF por lobby no país para tentar intervir no julgamento de Jair.
Flávio vai perder imunidade parlamentar o que pode resultar em uma acusação formal após investigações.
Sem provas, Flávio questiona eleição
Sem provas, o parlamentar do PL voltou a questionar o resultado da eleição, mesmo com seu próprio partido tendo aceitado o que mostraram as urnas.
“Tenho minhas suspeitas. Ninguém pode afirmar com 100% de certeza que estou certo, nem com 100% de certeza que estou errado”, afirmou.
A afirmação tem o mesmo tom da carta golpista publicada por ele ao chegar nos Estados Unidos, em que se intitulou "verdadeiro presidente eleito". Ele chegou a apagar a publicação e trocar o termo para "líder".
Na entrevista, ele afirma que a extensão do horário de votação influenciou no resultado das eleições e teve motivação política. A fala dele aconteceu mesmo com a campanha dele, além da de Lula, ter formalmente pedido a prorrogação do horário.
O Brasil teve cerca de 34 mil votos após as 17h. Lula ganhou o pleito com uma diferença de mais de 4 milhões de votos.
Ele chegou a dizer ainda que procura maneiras para questionar judicialmente o resultado das eleições, embora saiba que "não vai levar a nada".
Ao fim, ele apontou que espera que seu tempo nos Estados Unidos seja temporária: "Preciso seguir em frente com a minha vida nos Estados Unidos, pelo menos por enquanto". Ele concluiu dizendo ainda que, se tiver uma nova eleição, ele "obviamente será candidato novamente".
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