Lula ironiza fuga de Flávio Bolsonaro e diz que ele foi "pé-frio": "Chegou nos EUA, o Trump perdeu"
Lula afirmou que Flávio foi aos EUA para ser protegido, mas afirmou que o parlamentar terá que retornar ao Brasil e responder a processos judiciais
Por Agência Estado, AFP
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Atualizado às 21:28, 05/11/2026 | Publicado às 21:00, 05/11/2026
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ironizou nesta quinta-feira, 5, a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos após ter sido derrotado na eleição presidencial. Durante uma live no YouTube, ao lado do deputado federal André Janones (Rede-MG), o petista chamou o parlamentar de "pé frio" e mencionou a derrota sofrida pelo presidente americano Donald Trump nas eleições parlamentares.
"Aquele gesto (durante a campanha) de pegar a bandeira nacional e levantar, o povo entra numa emoção. Enquanto eu fazia isso, meu adversário pegava a bandeira americana e ficava beijando. E foi correr agora, pé-frio. Derrotou o Trump. Chegou nos Estados Unidos, o Trump perdeu", declarou o petista durante uma live no YouTube, ao lado do deputado federal André Janones (Rede-MG).
Lula afirmou que Flávio foi aos EUA para ser protegido, mas afirmou que o parlamentar terá que retornar ao Brasil e responder a processos judiciais e mencionou a ligação do senador com o advogado Willer Tomaz, investigado pela Polícia Federal (PF) por suspeita de lavagem de dinheiro.
"Foi lá para pegar proteção. Você vai ver a proteção que você vai ter. Você vai ter que voltar para o Brasil, para receber os processos que você tem. Aliás, esses dias, nós vamos mostrar o que fez o Seu Flávio Bolsonaro e aquele advogado que comprou o terreno do papai do bebê", disse o presidente, em referência ao jogador Richarlison, que disputa judicialmente com o empresário a posse de uma mansão em uma ilha em Angra dos Reis (RJ). Por fim, Lula disse estar disposto a dar a vida para provar "quem é honesto neste País".
Trump perde controle do Congresso em derrota
Trump saiu derrotado as eleições de meio mandato nos EUA. A partir de 3 de janeiro, a oposição passará a controlar ambas as câmaras do Congresso com uma confortável maioria e uma clara guinada à esquerda, com vários socialistas em suas fileiras.
Os democratas conquistaram pelo menos sete assentos no Senado, onde contarão com 54 senadores, de um total de 100. Ainda restavam duas vagas em disputa no Mississippi e no Alasca, e a apuração poderia levar vários dias.
Na Câmara dos Representantes, os democratas poderão ultrapassar os 250 assentos (de um total de 435), segundo uma projeção do The New York Times.
O eleitorado confirmou sua indignação e impaciência diante do preço da gasolina, que alimenta a inflação, o aumento incessante dos gastos com saúde, os financiamentos imobiliários proibitivos e uma guerra no Oriente Médio que é impopular desde o início.
Das 36 disputas por governos estaduais, os democratas venceram mais da metade, com vitórias importantes e inesperadas. O Texas será governado pela latina Gina Hinojosa. A Geórgia terá pela primeira vez uma governadora democrata negra, Keisha Lance Bottoms.
Além disso, em vários estados os democratas conquistaram o cargo de governador e ambas as câmaras legislativas. No Kansas, elegeram um senador pela primeira vez em quase 100 anos.
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