Grendene registra alta de 3,6% na venda de calçados no Brasil
Ao todo, foram comercializados no País 30 milhões de pares no 3º trimestre deste ano. Receita líquida ajustada cresceu 1,7% no período
Por Adriano Queiroz
Notícia
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Atualizado às 19:06, 05/11/2026 | Publicado às 19:05, 05/11/2026
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Resumo
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A Grendene vendeu 30 milhões de pares no mercado interno no 3º trimestre de 2026, com alta de 3,6%
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A receita bruta doméstica caiu 1,8% e o preço médio por par recuou 5,2% no mercado nacional
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No Brasil, os consumidores migraram para produtos mais acessíveis, alavancando as vendas de marcas mais baratas
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As exportações caíram 21,6% em volume, totalizando 5,8 milhões de pares comercializados no exterior
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A receita bruta externa diminuiu 23,4%, apesar do ticket médio maior impulsionado pela marca Melissa
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A receita bruta total da empresa foi de R$ 951 milhões, uma queda consolidada de 7,2%
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A empresa projeta crescimento no 4º trimestre e para o Natal, superando a oscilação pós-eleitoral
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A Grendene avalia que o fim das apostas online pode liberar renda e favorecer o varejo
A Grendene registrou um crescimento de 3,6% na venda de calçados no Brasil, com 30 milhões de pares comercializados no 3º trimestre de 2026. A comparação é com o 3º trimestre de 2025.
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Apesar do bom resultado, a receita bruta doméstica foi de R$ 757,2 milhões, uma redução de 1,8% na comparação com período equivalente do ano passado, e a receita bruta por par caiu 5,2%, passando para R$ 25,22, também na mesma base comparativa.
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A Grendene registrou, contudo, um crescimento, na comparação anual, de 1,7% na receita líquida ajustada, alcançando R$ 716,4 milhões no 3º trimestre de 2026. Já a receita líquida propriamente dita teve recuo de 2,4% em relação ao 3º trimestre do ano passado, conforme balanço apresentado pela empresa ao mercado.
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Tais desempenhos tiveram relação com comportamentos diferentes entre o mercado interno e o mercado externo. Conforme o diretor de Relações com os Investidores da Grendene, Alceu Albuquerque, no mercado interno foi percebido um crescimento tanto de receita quanto de volume, embora com o preço por par menor.
“O consumidor com menos dinheiro no bolso, não deixa de consumir. Quando não deixa de consumir, ele consome produtos mais acessíveis. Então, essa é a tônica do mercado interno. A gente conseguiu ter um desempenho positivo, especialmente nas marcas da Divisão 1 (que excetua a Melissa), mas vendendo produtos mais baratos”, observa.
“Quando a gente olha o mercado externo, ele tem uma dinâmica diferente. A gente tem uma retração do volume, mas um aumento da receita, ou seja, indicando um ticket médio maior por pedido. E isso é muito reflexo de uma maior representatividade de venda de Melissa para o mercado externo. Então, dito isso, de forma resumida, mercado interno teve um desempenho positivo e mercado externo teve um desempenho negativo”, pontua Alceu.
Por falar em mercado externo, o volume exportado foi de 5,8 milhões de pares no 3º trimestre de 2026, uma queda de 21,6% em relação ao 3º trimestre de 2025. A razão para isso, na avaliação da empresa, está na retração dos embarques internacionais, que limitou o desempenho consolidado. Assim, a receita bruta externa alcançou R$ 193,8 milhões, uma redução de 23,4% na comparação com período equivalente do ano passado.
Já a receita bruta da companhia, como um todo, foi de R$ 951 milhões, no 3º trimestre deste ano, uma redução de 7,2% na comparação com período equivalente de 2025. O volume total comercializado foi de 35,8 milhões de pares de calçados, o que representa uma retração de 1,5%, enquanto a receita bruta por par foi de R$ 26,59, uma redução de 5,7%.
Para o quarto trimestre, as perspectivas são positivas. Segundo Albuquerque, a empresa tem expectativa de crescer em relação ao ano passado, apesar das turbulências do período pós-eleitoral no Brasil. “A gente tem visto um volume de pedido, especialmente nessas duas primeiras semanas, um pouco menor daquilo que se esperava, mas eu acho que isso é normal em função da recente definição das eleições”, aponta o executivo.
“A gente acha que as coisas vão se restabelecer nos próximos dias e semanas. A Black Friday é agora no final do mês, então os pedidos já foram, a maioria deles, realizados nos meses anteriores. Agora, a expectativa de pedidos para o Natal é de ter um crescimento em relação ao ano passado”, projeta o diretor de Relações com Investidores da Grendene.
Ele afirma que o fim das bets também pode ser uma injeção de fôlego para as vendas da empresa e do varejo de um modo geral, citando os resultados já aferidos pelo setor de supermercados. “Eu não consigo mensurar para os nossos números, mas a gente acaba tendo uma oportunidade para incremento de volume. Então, eu não tenho dúvida que o fim das bets é positivo”, conclui. (Colaborou Samuel Pimentel)
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