Trump diz que talvez tenha que “destruir o resto” do Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), voltou a ameaçar o Irã nesta 5ª feira (5.nov.2026). Ao comentar sobre as tensões militares no Oriente Médio e a presença das forças norte-americanas na região, o republicano afirmou que avalia a possibilidade de intensificar os ataques caso não consiga impor suas condições ao governo iraniano.
“Acho que eles levarão de 25 a 30 anos para reconstruir o país. Eu preferiria não destruir o resto do país, se possível, mas talvez eu tenha que fazer isso. Vocês saberão em breve”, declarou.
Assista ao vídeo de Trump (36s):
A declaração foi dada durante entrevista a jornalistas na Casa Branca, quando Trump detalhava o cenário do bloqueio militar promovido pelos EUA e o controle das rotas marítimas estratégicas, como o estreito de Ormuz. Apesar de classificar as ações norte-americanas na região como um sucesso de contenção e comparar a situação a uma “ocupação”, o presidente deixou claro que o destino militar do Irã depende de uma rendição formal dos planos nucleares do país.
Programa nuclear
Ao ser questionado sobre propostas de mediação internacional que estariam sendo analisadas pelo Irã quanto ao seu programa nuclear, Trump desdenhou das negociações conduzidas por terceiros e reiterou que o governo iraniano não tomará nenhuma decisão sem o aval dos EUA: “Não importa o que eles estão analisando. Eles não vão ter uma arma nuclear. Eles sabem disso e eu também”.
Trump argumentou que as operações dos EUA garantiram a livre circulação do fluxo de petróleo em Ormuz e minimizaram as baixas de soldados americanos –o que usou como justificativa para defender a eficácia da sua estratégia militar em comparação com conflitos históricos dos EUA, como as guerras do Vietnã e do Afeganistão.
Apesar de não descartar a possibilidade de um acordo diplomático, o presidente manteve o tom de ultimato. Segundo ele, os EUA estão “prontos e carregados” para avançar para uma fase ainda mais destrutiva caso considerem necessário “certificar” que o Irã nunca mais represente uma ameaça.
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