Período de piracema é iniciado e pesca de peixes nativos é proibida em Minas Gerais Medida imposta pelo IEF ficará vigente até o dia 28 de fevereiro de 2027
A piracema (ou defeso), período em que a pesca de peixes nativos é proibida, se iniciou em Minas Gerais no último domingo (1/11). A medida, que visa proteger as espécies durante o ciclo reprodutivo, ficará vigente em todas as bacias hidrográficas do estado até o dia 28 de fevereiro de 2027. As modalidades de pesca embarcada e subaquática também não são permitidas durante o período.
As regras do período são impostas pelas Portarias nº 154, 155 e 156, de 13 de outubro de 2011, do Instituto Estadual de Florestas (IEF), que abrangem, de forma respectiva, as bacias do rio São Francisco, às bacias do Leste e as bacias dos rios Grande e Paranaíba.
De acordo com o IEF, durante a piracema, a pesca amadora desembarcada permanece permitida em locais autorizados, desde que respeitadas as restrições de espécies, equipamentos e trechos dos rios.
A entidade reforça que, nos locais onde a captura é autorizada, o limite é de três quilos de pescado mais um exemplar de qualquer tamanho, observadas as regras específicas de cada bacia. Os equipamentos permitidos são linha de mão com anzol, vara ou caniço simples, carretilha e molinete, com iscas naturais ou artificiais. O instituto indica que ficam proibidos equipamentos como redes e tarrafas, além de outros petrechos de captura vedados pela legislação.
“O pescador amador deve portar a carteira de pesca. O documento é emitido pelo portal EcoSistemas. É importante consultar as normas específicas da bacia hidrográfica antes de realizar qualquer atividade pesqueira”, explica IEF.
O que é a piracema?
Segundo a entidade estadual, a piracema é um fenômeno natural fundamental para a manutenção dos estoques pesqueiros e o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos. Durante esse período, espécies migradoras percorrem longas distâncias contra a correnteza dos rios em busca de locais adequados para a reprodução.
"A população pode contribuir com a fiscalização ambiental denunciando atividades irregulares por meio do LigMinas, pelo telefone 155. Para consultar as regras e as restrições específicas de cada bacia hidrográfica, acesse o site do IEF", pontuou o IEF.
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