Diário do Pará
06/11/2026 07:30

IMUNIZAÇÃOMpox: Brasil autoriza compra de 20 mil doses de vacina; veja quem pode receber Ministério da Saúde pretende reforçar os estoques do SUS, apesar da queda de 94% nos registros da doença desde 2022. Pessoas com HIV/aids e maior risco de complicações estão entre os grupos prioritários.

Mais Diário do Pará no seu Google!

Um clique para dar preferência às notícias do Pará

Adicionar

Mais Diário do Pará no seu Google!

Um clique para dar preferência às notícias do Pará

Adicionar

Veja o resumo da notícia

  • Ministério da Saúde autoriza compra de 20 mil doses da vacina contra a mpox para o SUS, apesar da redução de casos.
  • A aquisição visa manter a capacidade de resposta do governo federal e garantir acesso a imunizantes em estados e municípios.
  • O Rio de Janeiro registrou mais de 70 casos de mpox nos últimos dois meses, acendendo um alerta na capital fluminense.
  • A vacina contra mpox é prioritária para pessoas com HIV/aids e pode ser aplicada em até 14 dias após contato com infectado.
  • A mpox é uma doença viral com sintomas como lesões na pele e febre, podendo durar de duas a quatro semanas.
  • A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões, secreções ou mucosas de pessoas infectadas.
  • O tratamento da mpox envolve controle dos sintomas e, em casos graves, pode incluir medicamentos antivirais.
Ministério da Saúde mantém a vacinação contra mpox direcionada principalmente a pessoas com maior risco de desenvolver complicações. Foto: divulgação/reprodução
Ministério da Saúde mantém a vacinação contra mpox direcionada principalmente a pessoas com maior risco de desenvolver complicações. Foto: divulgação/reprodução

O Ministério da Saúde autorizou a compra de até 20 mil doses da vacina contra a mpox para reforçar os estoques do Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão ocorre mesmo diante da redução expressiva de casos no país. Em 2026, o Brasil contabilizou 665 infecções, número 94% menor que o registrado em 2022, quando houve mais de 10 mil confirmações.

Apesar da queda, o governo federal pretende manter a capacidade de resposta diante de possíveis mudanças no cenário epidemiológico. A estratégia também busca garantir que estados e municípios tenham acesso aos imunizantes caso a circulação do vírus volte a aumentar.

A aquisição foi alinhada em reunião realizada na quarta-feira, 4 de novembro, e ocorrerá por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Segundo o Ministério da Saúde, a iniciativa tem caráter preventivo e estratégico.

Entretanto, o cenário exige atenção em algumas regiões. No Rio de Janeiro, por exemplo, os registros recentes acenderam um alerta. Nos últimos dois meses, a capital fluminense confirmou mais de 70 casos de mpox, sete vezes o número registrado no mesmo intervalo do ano anterior.

Quem pode receber a vacina contra mpox pelo SUS?

A campanha nacional estabelece como prioridade as pessoas que vivem com HIV/aids e apresentam contagem de linfócitos CD4 inferior a 100 células por milímetro cúbico. Esse grupo apresenta maior vulnerabilidade e risco de desenvolver complicações graves após a infecção pelo vírus.

O esquema de imunização prevê duas doses da vacina, com intervalo de 28 dias entre as aplicações.

Para receber o imunizante, a orientação é procurar o Centro de Referência onde a pessoa já realiza acompanhamento médico. Nesse local, os profissionais poderão fazer o cadastro e orientar sobre o agendamento da vacinação.

Além do grupo prioritário, outras pessoas podem receber doses remanescentes, conforme a disponibilidade dos imunizantes e os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

Entre elas estão:

  • Pessoas vivendo com HIV/aids com contagem de CD4 inferior a 200 células/mm³;
  • Usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV, conhecida como PrEP;
  • Profissionais de laboratório que manipulam amostras de mpox.

Perguntas frequentes sobre a mpox

  • Quais são os sintomas da mpox?

    A mpox é uma doença viral que pode provocar lesões na pele, febre, dores no corpo e aumento dos linfonodos, popularmente conhecidos como ínguas.

    Os primeiros sinais geralmente incluem febre, dor de cabeça, cansaço e dores musculares. Em seguida, podem aparecer lesões cutâneas que evoluem para bolhas, feridas com pus e crostas.

    As manifestações podem surgir em diferentes partes do corpo. Além disso, a doença costuma durar de duas a quatro semanas.

    Quem apresentar sintomas compatíveis deve procurar uma unidade de saúde para avaliação. Durante o atendimento, os profissionais investigam possíveis contatos com pessoas infectadas e, quando necessário, solicitam exames laboratoriais para confirmar o diagnóstico.

    Pessoas que tiveram contato próximo com alguém com suspeita ou confirmação da doença também precisam buscar orientação médica. Nesse caso, é importante acompanhar o aparecimento de possíveis sintomas.

    O monitoramento da mpox envolve o Ministério da Saúde e as secretarias estaduais e municipais. As equipes realizam a identificação de casos suspeitos, investigação epidemiológica, diagnóstico, isolamento dos infectados e acompanhamento dos contatos.

  • Quem pode receber a vacina contra mpox pelo SUS?

    A campanha nacional estabelece como prioridade as pessoas que vivem com HIV/aids e apresentam contagem de linfócitos CD4 inferior a 100 células por milímetro cúbico. Esse grupo apresenta maior vulnerabilidade e risco de desenvolver complicações graves após a infecção pelo vírus.

    O esquema de imunização prevê duas doses da vacina, com intervalo de 28 dias entre as aplicações.

    Para receber o imunizante, a orientação é procurar o Centro de Referência onde a pessoa já realiza acompanhamento médico. Nesse local, os profissionais poderão fazer o cadastro e orientar sobre o agendamento da vacinação.

    Além do grupo prioritário, outras pessoas podem receber doses remanescentes, conforme a disponibilidade dos imunizantes e os critérios do Ministério da Saúde:

    • Pessoas vivendo com HIV/aids com contagem de CD4 inferior a 200 células/mm³;
    • Usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV, conhecida como PrEP;
    • Profissionais de laboratório que manipulam amostras de mpox.
  • Vacina contra mpox pode ser aplicada após contato com infectado?

    Sim. A imunização também pode funcionar como medida de proteção após uma exposição ao vírus.

    De acordo com a orientação do Ministério da Saúde, a vacina deve ser aplicada, preferencialmente, nos primeiros quatro dias após o contato com uma pessoa infectada.

    Entretanto, a aplicação ainda pode ocorrer em até 14 dias depois da exposição. Nesse período, a capacidade de evitar a infecção diminui. Mesmo assim, o imunizante pode ajudar a reduzir o risco de evolução para quadros graves.

    Por isso, quem teve contato próximo com uma pessoa diagnosticada ou com suspeita de mpox deve procurar um serviço de saúde o mais rápido possível para receber orientações.

  • Mpox pode matar?

    Embora a maioria das infecções apresente evolução favorável, a mpox pode provocar complicações graves e até levar à morte, principalmente em pessoas com o sistema imunológico comprometido.

    Entre os grupos que exigem maior atenção estão pacientes com HIV sem tratamento adequado, pessoas transplantadas e indivíduos que passam por tratamentos contra o câncer.

    Segundo especialistas da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), a letalidade observada nos surtos globais mais recentes geralmente ficou abaixo de 1%.

    Ainda assim, o risco não deve ser ignorado, especialmente entre pessoas com imunidade reduzida.

  • Como ocorre a transmissão da mpox?

    A principal forma de transmissão acontece pelo contato direto com lesões na pele, secreções ou mucosas de pessoas infectadas.

    O vírus também pode passar de uma pessoa para outra durante beijos e relações sexuais. No entanto, a mpox não é classificada como uma infecção sexualmente transmissível (IST) clássica.

Vacina contra mpox pode ser aplicada após contato com infectado?

A imunização também pode funcionar como medida de proteção após uma exposição ao vírus.

De acordo com a orientação do Ministério da Saúde, a vacina deve ser aplicada, preferencialmente, nos primeiros quatro dias após o contato com uma pessoa infectada.

Entretanto, a aplicação ainda pode ocorrer em até 14 dias depois da exposição. Nesse período, a capacidade de evitar a infecção diminui. Mesmo assim, o imunizante pode ajudar a reduzir o risco de evolução para quadros graves.

Por isso, quem teve contato próximo com uma pessoa diagnosticada ou com suspeita de mpox deve procurar um serviço de saúde o mais rápido possível para receber orientações.

Mpox pode matar?

Embora a maioria das infecções apresente evolução favorável, a mpox pode provocar complicações graves e até levar à morte, principalmente em pessoas com o sistema imunológico comprometido.

Entre os grupos que exigem maior atenção estão pacientes com HIV sem tratamento adequado, pessoas transplantadas e indivíduos que passam por tratamentos contra o câncer.

Segundo especialistas da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), a letalidade observada nos surtos globais mais recentes geralmente ficou abaixo de 1%.

Ainda assim, o risco não deve ser ignorado, especialmente entre pessoas com imunidade reduzida.

Como ocorre a transmissão da mpox?

A principal forma de transmissão acontece pelo contato direto com lesões na pele, secreções ou mucosas de pessoas infectadas.

O vírus também pode passar de uma pessoa para outra durante beijos e relações sexuais. No entanto, a mpox não é classificada como uma infecção sexualmente transmissível (IST) clássica.

Outra possibilidade envolve a transmissão por gotículas respiratórias, mas isso geralmente exige contato próximo e prolongado com alguém infectado.

Por esse motivo, evitar o contato direto com as lesões e seguir as orientações das equipes de saúde são medidas importantes para reduzir a circulação do vírus.

Como é feito o tratamento da mpox?

  • Controle dos sintomas

    Na maioria dos casos, o tratamento envolve o controle dos sintomas, como febre e dores, além de cuidados com as lesões na pele.

  • Isolamento e prevenção

    Os profissionais de saúde também orientam sobre isolamento e medidas para evitar a transmissão durante o período de infecção.

  • Casos graves

    Em situações graves, pode haver indicação de medicamentos antivirais, como o tecovirimat, conforme avaliação médica.

  • Fim da transmissão

    O período de transmissão praticamente termina quando todas as crostas caem e a pele apresenta cicatrização completa.

Carol Menezes

Repórter

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade da Amazônia (Unama) desde 2007. Apaixonada por gatos. É natural de Belém (PA) e repórter do jornal Diário do Pará desde 2013. Atua em cobertura nas editorias de Cidades, Política, Economia e Cultura. Desde 2020 também redige a coluna Linha Direta, seguinte ao Repórter Diário, de terça a domingo. Prêmio Fiepa 2016 de Melhor Repórter de Jornalismo Impresso. Dentre as coberturas externas, esteve na COP27, em Sharm el-Sheik, no Egito.

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade da Amazônia (Unama) desde 2007. Apaixonada por gatos. É natural de Belém (PA) e repórter do jornal Diário do Pará desde 2013. Atua em cobertura nas editorias de Cidades, Política, Economia e Cultura. Desde 2020 também redige a coluna Linha Direta, seguinte ao Repórter Diário, de terça a domingo. Prêmio Fiepa 2016 de Melhor Repórter de Jornalismo Impresso. Dentre as coberturas externas, esteve na COP27, em Sharm el-Sheik, no Egito.

📄 Contenido indexado automáticamente. No es de autoría de altabusqueda.com; los derechos pertenecen a su fuente: Diário do Pará.
Ver nota original ↗
🤖 Profundizá esta noticia con OIMA (IA)

¿Querés un resumen rápido de esta noticia, hecho por nuestra IA?

Respuestas de OIMA · IA, sobre esta noticia · Abrir OIMA Chat ↗
💬 0

Comentarios

También te puede interesar

GRANA NO BANCOTem dinheiro no Caixa Tem? Mais de 1 milhão podem receber até R$ 1.621 do PIS/Pasep
Diário do Pará
Mais de 1 milhão de trabalhadores brasileiros têm direito a receber valores do abono salarial do PIS/Pasep em…
PARCERIA COM A USPMelgaço terá projeto de saúde que vai acompanhar 400 crianças e gestantes até 2029 Iniciativa em Melgaço, com apoio financeiro da Sanofi, prevê capacitação de profissionais, atendimento a famílias ribeirinhas e prevenção de doenças respiratórias na primeira infância.
Diário do Pará
O arquipélago do Marajó, no Pará, receberá uma iniciativa voltada ao fortalecimento da saúde materno-infantil…
AUTOCUIDADOOutubro Rosa acabou, mas o alerta continua: quantos casos de câncer de mama são esperados no Pará? Estimativa do INCA acende alerta para a continuidade dos cuidados após o Outubro Rosa; acesso à mamografia, investigação de sintomas e acompanhamento médico são fundamentais para os próximos meses.
Diário do Pará
O encerramento do Outubro Rosa não significa que o alerta contra o câncer de mama deve diminuir. No Pará, a e…
VAI LÁ SÓ TU, LEÃO!Três times escaparam com até 41 pontos; Remo tenta entrar na lista Apesar da derrota para o Palmeiras, o Clube do Remo ainda tem chances matemáticas de escapar do rebaixamento no Campeonato Brasileiro. O Leão Azul precisa de uma reação histórica nas últimas quatro partidas.
Diário do Pará
QUEDA FORTERebaixamento do Remo pode provocar rombo milionário; veja quanto o clube pode receber na Série B Com o rebaixamento para a Série B cada vez mais próximo, o Clube do Remo enfrenta o desafio de readequar seu planejamento financeiro para 2027, com uma brusca redução de receitas.
Diário do Pará
ACABOU, NÃO TEM MAIS JEITO...A conta chegou: Remo é massacrado pelo Palmeiras e paga caro por uma temporada de erros
Diário do Pará
O Clube do Remo teve uma quinta-feira para esquecer no Nubank Parque, em São Paulo. Na casa do Palmeiras, o L…