O que os cientistas estão descobrindo sobre o zeptoverso, a menor escala do universo que se conhece até agora
A ciência não para de evoluir e fazer novas descobertas. A partir de um experimento, cientistas identificaram uma escala 100 bilhões de vezes menor que um átomo – a menor já explorada até agora.
Em referência ao zeptômetro, unidade de medida correspondente a um trilionésimo de um bilionésimo de metro, ou seja, 0,000000000000000000001 m, físicos apelidaram o resultado de zeptoverso.
Os testes, que provocam colisões entre átomos para fragmentá-los e descobrir o que existe em seu interior, foram feitos no Grande Colisor de Hádrons, uma máquina que fica na Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (Cern), na fronteira entre a Suíça e a França. O resultado, após 42 anos de buscas, é considerado um evento com probabilidade de uma em 10 bilhões de chances de acontecer.
Matéria escura
Um dos maiores mistérios da ciência é entender como a matéria escura, que compõe cerca de 25% do universo, é formada – a descoberta pode ajudar a desenvolver uma nova teoria sobre seu funcionamento, já que é difícil detecta-la por não interagir com a luz – eles sabem de sua existência por conta da força gravitacional sobre a matéria comum, que ajuda na evolução de galáxias, por exemplo.
Entre as partículas nomeadas está a quark beauty, (ou quark bottom), uma partícula subatômica – menor que um átomo – tão instável que existe só por 1,5 trilionésimo de segundo antes do processo de decaimento, quando se transforma em outras partículas menores chamadas múons.
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Investimentos
Os cientistas acreditam que pode haver escalas ainda menores, e a ideia é continuar os estudos para explorar que novas partículas podem surgir. Para financiar os testes e permitir aumentar em dez vezes o registro dos decaimentos, 28 países que participam do projeto aceitaram investir 150 milhões de libras (cerca de R$ 1,1 bilhão) na modernização do detector LHCb.
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