Quem divide o poder deve dividir o ônus!
A governadora Mailza Assis (PP/União Brasil) venceu a eleição com um amplo arco de alianças, no qual o MDB, por exemplo, ocupou a vice. Terá que governar com partidos e lideranças que saíram das urnas vitoriosos ou derrotados – com certeza fará isso.
Essa é uma regra básica do jogo democrático e dos governos de coalizão. Impedir a formação de feudos na administração não significa excluir quem ajudou a reelegê-la para mais quatro anos de gestão.
Se for necessário ajustar o orçamento, cortar gastos e enxugar despesas, todos os aliados terão a obrigação de compartilhar o ônus político dessas medidas. Isso inclui os deputados ligados a empresas terceirizadas ou que representam seus interesses.
Quem participa do governo precisa assumir também o desgaste das decisões difíceis. O remédio é amargo, mas precisa ser administrado para que o doente se recupere. Quanto aos ocupantes de cargos comissionados que deverão ser exonerados, poderão voltar com o tempo, quando houver condições orçamentárias.
“As injúrias devem ser feitas todas de uma só vez, a fim de que, saboreando-as menos, ofendam menos; e os benefícios devem ser feitos pouco a pouco, a fim de que sejam mais bem saboreados.” (O Príncipe)
. Se um governante precisa tomar uma medida dura, impopular ou prejudicial, deve fazê-la rapidamente e de uma só vez. Assim, o impacto e a revolta do povo duram pouco, sendo assimilados e esquecidos mais rápido.(Gugo … do Lula)
. As boas ações e recompensas devem ser distribuídas aos poucos, a conta-gotas. Isso mantém a população constantemente lembrada da generosidade do líder e garante gratidão prolongada. (Gugo … do Lula).
. O senador Alan Rick (Republicanos) se beneficiará do desgaste natural do governo durante os quatro anos de mandato e não deve ser descartado como concorrente em uma disputa majoritária em 2030.
. As redes sociais se encherão de lamúrias e lamentações.
. Ah se …
. Para obter recursos destinados a obras de infraestrutura, a governadora Mailza Assis precisará contar com os três senadores: Márcio Bittar (PL), Mara Rocha (Republicanos) e Alan Rick (Republicanos).
. Afastar ou tratar com hostilidade o senador Márcio Bittar no governo é um erro, inclusive durante a composição da gestão para 2027.
. Ele cobra que a governadora Mailza forme um novo governo, com identidade própria.
. Contar com Lula é difícil: faltam verbas no orçamento e, sobretudo, interesse político.
. A situação da BR-364 exemplifica o problema: o tráfego na rodovia pode ser interrompido neste ano, deixando a população do Juruá isolada.
. O deputado federal reeleito José Adriano (PP) já vinha chamando a atenção para a falta de investimentos na BR-364.
. O prefeito Alysson Bestene age sem pressa, pois o tempo o favorece; tomará as medidas necessárias da melhor forma possível.
. Com sua habitual generosidade, o ex-prefeito Tião Bocalom reconhece que seu amigo Alysson agora responde pela gestão e assume os riscos de suas decisões.
. Quem é derrotado nas urnas deve respeitar a decisão popular, manter o silêncio, assimilar o resultado e aguardar, com paciência, um cenário mais favorável.
. Resta saber se aqueles que se apresentam como “representantes de Lula no Acre” conseguirão verbas para evitar o fechamento da BR-364.
. E o Trump, hem?!
. Era uma vez na América…
. Os brasileiros que se mudaram para o Paraguai e investiram no país estão nas redes sociais disparando xingamentos a torto e a direito.
. O TSE admitiu a denúncia de abuso de poder político contra a chapa Lula/Alckmin, mas uma eventual cassação ainda é incerta.
. Flávio Bolsonaro não deveria ter fugido do Brasil e deixado seus eleitores desamparados, sobretudo após a expressiva votação do PL, que fortaleceu o partido na Câmara e no Senado.
. Ah, a desculpa é o Xandão! Sempre o Xandão!
. Que se dane o Xandão!
. Agora já é tarde!
. Bom dia!
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