Moradores relatam falta de água recorrente em Cascavel; MPCE aciona Cagece na Justiça
Ação na Justiça cobra que Cagece regularize abastecimento no município; moradores enfrentam interrupções frequentes, principalmente nos fins de semana
Por Bianca Mota
Notícia
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Publicado às 20:09, 05/11/2026
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Resumo
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Moradora do Centro relata falta de água recorrente há mais de um mês em Cascavel.
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Interrupções ocorrem principalmente nos fins de semana, segundo Amanda Castro.
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MPCE acionou a Cagece na Justiça para cobrar a regularização urgente do abastecimento.
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Relatórios técnicos apontaram dezenas de paralisações emergenciais e irregularidades na pressão e na potabilidade da água.
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A ação pede plano de readequação do sistema, avisos prévios sobre interrupções e alternativas de abastecimento em casos prolongados.
O problema também motivou uma Ação Civil Pública na Justiça que cobra da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) a regularização urgente do serviço no município.
Amanda Cândido, 26, é auxiliar de escritório e estuda medicina veterinária. Ela afirma que a falta de água costuma ocorrer entre sábado e segunda-feira, embora também haja interrupções durante a semana.
Quando o abastecimento retorna, a pressão da água é baixa até que o fornecimento se estabilize. “Com essa frequência, está insustentável”, relata.
Segundo Amanda, além da recorrência das interrupções, a ausência de avisos prévios dificulta a organização da rotina doméstica. Ela afirma que, ao buscar informações, recebe justificativas relacionadas a manutenções em tanques, filtros ou caixas, mas não é informada antecipadamente sobre a falta de água nem recebe previsão para a retomada do serviço.
"Tá recorrente a falta de água por vários dias seguidos, sem nenhuma comunicação prévia e sem diminuição da conta de água. Na minha casa sempre tá faltando durante o fim de semana inteiro, justamente quando a gente mais precisa de água pra fazer as coisas em casa, já que na semana a gente trabalha", afirmou a moradora.
Ação cobra regularização do abastecimento
A falta de água em Cascavel motivou uma Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) contra a Cagece na quinta-feira, 29 de outubro.
O órgão pede que a Companhia regularize o abastecimento e corrija problemas estruturais em estações de tratamento, reservatórios e equipamentos utilizados na prestação do serviço.
A ação foi apresentada após a apuração de interrupções sucessivas no fornecimento em bairros da cidade e localidades da zona rural.
Segundo o MPCE, relatórios técnicos e informações da Agência Reguladora do Estado do Ceará (Arce), da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) e da própria Cagece apontaram estruturas precárias e dezenas de paralisações emergenciais do sistema nos últimos meses.
A investigação também identificou inconformidades nos padrões de pressão da rede de distribuição e resultados fora dos parâmetros de potabilidade exigidos pela legislação sanitária.
O que pode mudar para os moradores
Entre os pedidos apresentados à Justiça está a obrigação de a Cagece elaborar um plano de readequação do sistema e monitorar permanentemente a qualidade da água distribuída.
O MPCE também solicita que a Companhia informe previamente os consumidores sobre interrupções programadas e ofereça formas alternativas de abastecimento quando a descontinuidade do serviço for prolongada.
A ação pede ainda que a Cagece seja condenada a pagar indenização por danos morais coletivos, com os valores destinados ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos do Estado (FDID).
Os pedidos ainda dependem de análise judicial.
Cagece
O POVO procurou a Cagece para questionar as causas das interrupções no abastecimento de Cascavel, as medidas previstas para regularizar o serviço e a comunicação aos consumidores sobre as ocorrências.
Até a publicação desta matéria, a companhia não respondeu aos questionamentos. Espaço continua aberto para posicionamento da companhia.
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