SAÚDE ANIMAL Dirofilariose: O impacto do verme do coração na vida dos cães
Max tinha uma família, uma casa e uma rotina. Faraó precisou encontrar quem lhe oferecesse água, comida e abrigo depois de ser deixado para trás. Embora vivam em contextos diferentes, os caminhos dos dois cachorros se cruzaram em função de uma doença que muitos tutores ainda desconhecem: a dirofilariose, popularmente conhecida como verme do coração. Para Max, o golden retriever de Camila Bueno, de 32 anos, o diagnóstico chegou tarde demais. Já Faraó, sem raça definida, resgatado em Piúma, no Espírito Santo, teve uma segunda chance depois que Juliana Mesquita, de 21 anos, e a mãe decidiram adotá-lo.
A dirofilariose é uma enfermidade causada pelo parasita Dirofilaria immitis. A transmissão da doença ocorre exclusivamente por meio da picada de mosquitos infectados. “O mosquito funciona como hospedeiro intermediário. Quando pica um cão contaminado, ingere formas jovens do parasita, que se desenvolvem dentro dele. Posteriormente, ao picar outro animal, transmite as larvas infectantes. Portanto, não existe transmissão direta de um cão para outro. O mosquito é indispensável para que o ciclo da doença aconteça”, explica Luiz Sofal, médico-veterinário e professor universitário da PUC Minas, com passagens pela UFMG e USP.
A história de Max começou a mudar em 2024. Até então, o cão, que vivia em Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, com a família desde os 40 dias de vida, não apresentava problemas aparentes. Depois de uma consulta de rotina, começou a perder o apetite e passou a tossir. Nas semanas seguintes, o quadro se agravou. Max ficou fraco, apresentou palidez nas mucosas, dificuldade para respirar, anemia e comprometimento do fígado. A investigação veterinária revelou a dirofilariose. A doença já estava em estágio avançado, e, uma semana depois de receber o diagnóstico, o golden retriever morreu.
A descoberta também surpreendeu Juliana Mesquita e a mãe dela. Estudante do oitavo período de medicina veterinária, a jovem capixaba conta que a família sempre teve uma relação próxima com os animais. Há cerca de um ano e meio, a mãe encontrou Faraó sozinho, dormindo na porta de uma casa. Depois, descobriram que ele era conhecido na região como um cão comunitário e costumava ficar em uma pousada próxima, onde recebia água e comida. Com a mudança de proprietários do estabelecimento, o animal perdeu o abrigo e passou a viver na rua.
As duas começaram a levar ração, água e uma cama para o animal. Até que perceberam uma mudança preocupante. Faraó estava muito magro, vomitava sangue, apresentava sangramento pelo nariz e tinha uma respiração diferente. Diante do sofrimento do cão, decidiram levá-lo ao veterinário. Para custear a consulta e os exames, organizaram uma vaquinha.
O hemograma revelou uma queda acentuada no número de plaquetas. Na investigação, um teste rápido apontou resultados positivos para doença do carrapato e dirofilariose, segundo o relato de Juliana. A família decidiu adotar Faraó e assumir de vez os cuidados. O cão iniciou o acompanhamento e o tratamento veterinário. Hoje, não apresenta mais os sintomas relatados pela estudante, mas continua sendo monitorado.
Os dois casos ajudam a ilustrar um dos principais desafios da dirofilariose: identificar a infecção antes que ela provoque danos mais graves. Enquanto o golden retriever não resistiu, Faraó conseguiu iniciar o tratamento e permanece sob acompanhamento veterinário. Nos dois casos, a dirofilariose só foi identificada depois que os cães já apresentavam sinais de que algo não ia bem.
Para os tutores, identificar precocemente a dirofilariose pode ser um desafio, já que a doença costuma evoluir de forma silenciosa. Em muitos casos, o cão está infectado, mas não apresenta sintomas aparentes, o que dificulta a percepção dos sinais e pode atrasar a busca por atendimento veterinário.
“Essa é uma das características mais preocupantes da enfermidade. O cão pode permanecer infectado durante meses ou até anos sem apresentar sintomas evidentes. Enquanto isso, o parasita continua provocando danos progressivos ao sistema cardiovascular e respiratório. Sendo que os sinais mais comuns são tosse persistente, cansaço, dificuldade respiratória, intolerância a exercícios, emagrecimento e perda de apetite”, explica o médico-veterinário Luiz Sofal.
Ainda segundo o especialista, em situações mais graves, o animal pode ter desmaios, fraqueza intensa e aumento do volume abdominal devido ao acúmulo de líquido. “O grande problema é que, muitas vezes, o tutor só percebe que existe algo errado quando a doença já está em estágio avançado”, pondera.
Transmissão, diagnóstico e como a doença age no organismo
O Aedes aegypti, conhecido principalmente pela transmissão da dengue, pode participar do contágio da dirofilariose. Entretanto, ele não é o único mosquito capaz de transmitir a doença. “Outras espécies, como as dos gêneros Culex e Anopheles, também podem atuar como vetores. É importante esclarecer que a doença não é transmitida diretamente de um cão para outro, nem do cão para o ser humano. A transmissão depende da picada de um mosquito infectado”, reforça o médico-veterinário e pesquisador João Helder de Farias Naves.
O ciclo da doença começa quando um mosquito pica um cachorro infectado e ingere, junto com o sangue, as microfilárias (formas iniciais das larvas do verme). Dentro do inseto, elas se desenvolvem até se tornarem capazes de infectar outro animal. Ao picar um novo cachorro, o mosquito transmite essas larvas, que continuam seu desenvolvimento no organismo do hospedeiro até chegarem às artérias pulmonares. Em casos mais avançados, a infecção também pode atingir o coração.
“Esse processo é relativamente lento. Geralmente, leva cerca de seis a nove meses para que os parasitas atinjam a maturidade e comecem a produzir novas microfilárias. Entretanto, os danos podem começar antes disso, principalmente quando os parasitas chegam às artérias pulmonares, provocando inflamação e alterações circulatórias”, identifica o veterinário.
João Hélder é um dos autores do artigo “Microfilaruria por Dirofilária immitis em um cão na cidade de Uberlândia – Minas Gerais”. No caso analisado, o cachorro apresentava um quadro clínico que não correspondia necessariamente aos sintomas mais comuns da dirofilariose. Segundo o veterinário, o animal também tinha hérnia perineal, com deslocamento da bexiga, e doença renal, condições que ajudam a explicar sintomas como ausência de produção de urina, dor e sensibilidade abdominal.
Os exames laboratoriais identificaram ainda anemia, aumento de leucócitos, ureia e creatinina, além da presença de sangue, proteínas e microfilárias na urina. “O animal não foi atendido clinicamente por nós, pois somos um laboratório veterinário especializado em diagnóstico. Recebemos as amostras para a realização dos exames laboratoriais e, posteriormente, entramos em contato com a médica-veterinária responsável pelo atendimento para obter todas as informações clínicas, o histórico do animal e a evolução do caso. Esse caso demonstra a importância da integração entre o médico-veterinário responsável pelo atendimento clínico e o laboratório de diagnóstico”, analisa.
Diagnóstico e tratamento no Brasil
Para a realização do diagnóstico da dirofilariose são feitos exames de sangue específicos. Entre eles estão os testes de antígeno, que detectam proteínas produzidas pelos vermes adultos, e a pesquisa de microfilárias em amostras de sangue. Exames de imagem, como radiografia e ecocardiograma, também podem ser utilizados para avaliar possíveis danos às artérias pulmonares e ao coração.
O caso analisado pela equipe do veterinário João Helder de Farias Naves é considerado raro porque foram identificadas microfilárias de Dirofilaria immitis na urina do animal de Uberlândia, no Triângulo Mineiro. “Normalmente essas formas larvais são encontradas na circulação sanguínea. É um achado extremamente incomum, com poucos relatos na literatura científica”, aponta. “Foi justamente essa particularidade que nos motivou a publicar o artigo científico”, acrescenta.
O tratamento da doença é outro desafio a ser enfrentado por tutores de cães que recebem o diagnóstico. Isso porque o principal medicamento para tratar a dirofilariose não é vendido no país. “Já que a gente não tem esse adulticida disponível comercialmente, são utilizados protocolos alternativos, geralmente com associação de lactonas macrocíclicas, como a moxidectina e a doxiciclina. Esses protocolos podem exigir de 12 a 24 meses de acompanhamento para a eliminação da infecção”, explica o médico-veterinário Luiz Sofal.
O custo também pode depender de vários fatores, como peso do animal, grau da doença, exames e testes necessários, além da duração do tratamento e necessidade de internação. “Por isso, a prevenção é muito mais simples, segura e econômica do que tratar a doença já estabelecida”, alerta Sofal.
O desafio da prevenção
A estudante de medicina veterinária Juliana Mesquita e a mãe adotaram Faraó após descobrirem que ele tinha dirofilariose. Foto: Arquivo Pessoal
Se para tratar a doença os tutores enfrentam desafios, para a prevenção existem medicamentos eficazes disponíveis no mercado. Entre os nomes disponíveis estão os que contém moxidectina, ivermectina, milbemicina, oxima e selamectina. “Eles atuam contra as formas larvais do parasita, impedindo que evoluam para vermes adultos. A frequência de administração depende da formulação e da orientação veterinária. A prevenção da dirofilariose é relativamente simples e muito mais segura do que o tratamento”, explica o veterinário e professor universitário.
O uso de produtos repelentes apropriados para cães também é recomendado, além de medidas como instalar telas em ambientes internos, evitar a exposição excessiva do animal aos mosquitos e eliminar focos de água parada. “Recomendo também que os tutores conversem com seus veterinários sobre a realização periódica de testes, principalmente quando os animais vivem ou viajam para regiões de maior risco”, afirma.
Também não existe raça ou idade específicas em que os cães têm mais riscos de serem contaminados pela doença. Entretanto, a atenção deve ser redobrada com os animais que já estão idosos. “Cães adultos e idosos podem apresentar maior frequência de diagnóstico porque tiveram mais tempo de exposição ao vetor. Mas isso não significa que os filhotes estejam protegidos. A prevenção deve começar precocemente, seguindo a orientação do médico-veterinário”, explica Sofal.
Onde a dirofilariose está no Brasil?
Saber quantos cães são atingidos pela dirofilariose no Brasil não é simples. A reportagem procurou órgãos federais em busca de dados nacionais sobre a doença, mas não encontrou um levantamento consolidado. O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) informou que não trata do assunto. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) não respondeu à reportagem, enquanto a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou que não possui dados sobre a doença. Já o Ministério da Saúde também não respondeu aos questionamentos. Sem dados nacionais oficiais, dimensionar a ocorrência da dirofilariose no país continua sendo um desafio.
A falta de informações consolidadas não significa que não existam casos registrados ou pesquisas sobre a enfermidade. Mas, sem uma balanço abrangente, fica mais difícil conhecer a distribuição da dirofilariose pelo território brasileiro e dimensionar o número de animais atingidos.
“A doença apresenta distribuição irregular no Brasil, com maior preocupação em determinadas regiões litorâneas, onde as condições ambientais favorecem a reprodução dos mosquitos transmissores. Existem registros importantes no litoral do Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Paraná, além de localidades das regiões Norte e Nordeste”, afirma o veterinário Luiz Sofal.
Mudanças climáticas são desafio
As mudanças climáticas também podem contribuir para a expansão da dirofilariose, ao criar condições mais favoráveis à proliferação dos mosquitos transmissores e ao desenvolvimento do parasita dentro desses insetos. Temperaturas mais elevadas, associadas à umidade, podem favorecer a transmissão e ampliar a ocorrência da doença para regiões onde antes era menos frequente.
A relação, inclusive, é abordada no artigo científico “Microfilaruria por Dirofilária immitis em um cão na cidade de Uberlândia - Minas Gerais.” “As mudanças climáticas podem favorecer a expansão da dirofilariose, principalmente porque a temperatura influencia diretamente o desenvolvimento do parasita dentro dos mosquitos”, explica o veterinário João Helder de Farias Naves. Ele ressalta, porém, que a circulação de animais infectados e a falta de medidas preventivas também influenciam a disseminação da doença.
O papel do poder público
Em Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) orienta a adoção de medidas para reduzir a exposição dos cães aos mosquitos transmissores. Segundo a secretaria, a indicação de medicamentos preventivos deve ser feita por médico-veterinário, considerando as condições de saúde e o histórico de exposição de cada animal.
A Semad também ressaltou que, conforme a legislação, cabe aos municípios executar ações de proteção à fauna doméstica. No âmbito de suas atribuições, o órgão estadual informou que desenvolve políticas públicas de proteção e bem-estar de cães e gatos em apoio às administrações municipais. Entre as iniciativas está o Programa Estadual de Saúde Básica Animal, que promove atendimentos itinerantes para ampliar o acesso a serviços veterinários, especialmente para animais de famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica e aqueles assistidos por entidades e protetores.
Mineiro, o veterinário Luiz Sofal faz um alerta sobre a falta de dados e de estudos sobre a doença no estado. “Em Minas Gerais também existem registros da doença, embora ainda tenhamos limitações importantes nos estudos epidemiológicos para determinar sua prevalência em todo o estado. Isso demonstra que não podemos considerar que estamos numa região livre da dirofilariose. Em Belo Horizonte, especificamente, precisamos de mais estudos para conhecer a real frequência da infecção. O fato de não estarmos em uma região tradicionalmente considerada de alto risco não significa ausência de possibilidade de transmissão”, pontuou.
Atenção aos sintomas faz a diferença
Caroline de Martí com sua fiel escudeira Chloe. Foto: Arquivo Pessoal
A criadora de conteúdo Caroline de Martí, de 38 anos, percebeu que a border collie Chloe, à época com quase 2 anos, estava com “uma tosse estranha” e um cansaço extremo quando brincava. “Resolvemos investigar porque costumávamos levá-la bastante à praia. Na época, morávamos em Fortaleza, onde havia muitos casos de dirofilariose”, conta.
Ao levar a cachorra ao veterinário, o diagnóstico veio por meio de um ecocardiograma, ainda em Fortaleza. “Quando voltamos para São Paulo, repetimos o exame para confirmar o diagnóstico antes de iniciar o antibiótico”, lembra. Na viagem de volta de carro para a capital paulista, Caroline precisou interromper o tratamento por um período porque Chloe começou a passar mal. “Então, trocamos por outro medicamento, mais caro, mas mais palatável e com menos efeitos colaterais”, recorda-se.
Depois de um período de idas e vindas ao veterinário, felizmente a border collie, hoje com 3 anos e cinco meses, se curou da doença. “Hoje, ela faz apenas a prevenção para evitar uma nova infecção. Como costumamos viajar com ela para o litoral, toma uma injeção de ProHeart todos os anos. É sempre importante ficar atento, porque conhecemos nossos cachorros e sabemos quando alguma coisa está diferente. Se percebermos os sintomas logo no início, o tratamento pode ser efetivo. Se tivéssemos esperado muito tempo, os vermes poderiam ter aumentado e provocado uma insuficiência cardíaca ou respiratória. Talvez, nesse estágio, já não houvesse mais o que fazer”, recomenda Caroline.
A dor da perda
Camila Bueno guarda com saudade as lembranças de Max, que morreu em decorrência da dirofilariose. Foto: Arquivo Pessoal
Max morreu aos 11 anos, vítima da dirofilariose. A dor da perda foi tão grande que, dois anos após a partida do cão, a tutora ainda não tem outro cachorro. O golden retriever, descrito como “extremamente carinhoso, companheiro e muito amado”, deixou saudade e, principalmente, boas recordações.
“Ele sempre teve uma vida muito boa. Amava água e, principalmente, ar-condicionado nos dias quentes. Era bastante caseiro, não gostava muito de sair para lugares diferentes e preferia ficar no conforto de casa. Nós o levamos à praia apenas uma vez, em 2020. Seus passeios favoritos eram pelas ruas próximas de casa, pois era onde se sentia mais à vontade”, recorda Camila.
A rotina mudou em 2024, quando Max apresentou os primeiros sintomas da doença. “O que mais nos assustou foi a rapidez com que tudo aconteceu: assim que os sintomas começaram, seu estado de saúde se agravou muito rapidamente”, descreve a tutora. O cachorro foi submetido a diversos exames até que veio o diagnóstico: verme do coração. Mas, quando a doença foi confirmada, Max já estava em estágio avançado.
“Foi administrado um antiparasitário injetável de ação prolongada, como o ProHeart, além do tratamento específico para a doença. Infelizmente, como o quadro já estava muito avançado, a medicação não apresentou a resposta esperada. Apenas uma semana depois de recebermos o diagnóstico, Max faleceu”, lamenta Camila.
“Foi uma perda muito difícil, principalmente porque ele sempre foi um cachorro muito amado e, até poucas semanas antes, aparentemente estava bem. Guardamos com muito carinho as lembranças de todos os anos que tivemos ao lado dele”, emociona-se a tutora ao lembrar do companheiro.
Uma nova chance
Faraó com os irmãos Mandala e Bob. Foto: Arquivo Pessoal
Já Faraó, apesar da vida difícil nas ruas, foi adotado há cerca de um ano e meio, justamente quando a família descobriu que ele estava doente. Assim que o diagnóstico foi feito, o cão iniciou o tratamento e, atualmente, segue em acompanhamento veterinário.
“Ele meio que forçou a gente a adotá-lo, porque não dava para cuidar da doença com ele morando na rua. Trouxemos para casa e começamos o tratamento certinho. Dávamos suplemento para estimular o apetite, porque ele não podia ficar sem comer. Também dávamos complexo B e várias vitaminas para aumentar as plaquetas, além de doxiciclina para tratar a doença do carrapato e ajudar a combater os vermes”, detalha Juliana, estudante de medicina veterinária.
Os exames, segundo ela, não identificaram vermes adultos nas estruturas avaliadas pelo ecocardiograma. A universitária explica que o exame foi realizado para verificar a presença dos parasitas nas artérias pulmonares e em outras regiões do coração. A identificação era importante para orientar a conduta veterinária, já que a morte de vermes adultos nesses locais poderia provocar obstruções e complicações graves, como tromboembolismo pulmonar e insuficiência cardíaca.
“Fizemos o ecocardiograma e, graças a Deus, não tinha verme adulto aparente. As formas larvais, chamadas microfilárias, provavelmente ainda estavam presentes, mas são difíceis de visualizar nesse tipo de exame. Por isso, entramos com o vermífugo para eliminá-las”, explica Juliana. Ela acrescenta: “Hoje em dia, ele não apresenta mais nenhum dos sintomas, mas estamos sempre levando-o ao veterinário para fazer os exames certinho. Daqui a alguns meses, vamos iniciar outro protocolo com doxiciclina”.
Além do carinho e dos cuidados recebidos de Juliana e da mãe dela, Faraó também ganhou dois irmãos: a Boxer Mandala e o Yorkshire Bob.
Informação salva vidas
Para Camila, a morte de Max deixou também a sensação de que faltou informação. A família nunca tinha ouvido falar da dirofilariose nem sabia que existiam medidas preventivas. Ela acredita que, se conhecesse a doença, poderia ter buscado orientação para proteger o cachorro. "Se tivéssemos conhecimento, certamente teríamos tomado as providências necessárias para prevenir a doença e evitar que ele passasse por tudo isso", salientou
Já Faraó continua em acompanhamento veterinário e deverá passar por novas etapas do protocolo indicado pela profissional responsável. Juliana espera que a experiência sirva de alerta para outros tutores. Um animal aparentemente saudável, lembra ela, não está necessariamente livre de doenças. "A dirofilariose é uma doença silenciosa, muitos animais não apresentam sinais na fase inicial, só vão apresentar quando a doença já está em um estágio muito avançado. Prevenção salva vidas, amar também é prevenir", resume Juliana.
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