Seca extrema avança em Roraima, ameaça comunidades indígenas e coloca 46 polos em situação crítica

A situação está cada vez mais preocupante em Roraima. A seca se intensificou e já atinge 46 polos-base indígenas em níveis severos ou extremos, colocando milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade. O alerta consta em levantamento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), divulgado nesta quinta-feira (5).
Roraima concentra a maior parte dos 63 polos indígenas brasileiros classificados nessas duas categorias. Além disso, todos os 15 municípios do estado apresentam algum nível de seca moderada ou mais intensa.
Os dados de outubro de 2026 revelam uma piora expressiva em relação ao mês anterior. Em todo o país, o número de polos-base indígenas com algum grau de seca aumentou de 170 para 199, alcançando 72,4% das 275 unidades monitoradas.
Situação se agrava em territórios indígenas
No Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Leste de Roraima, 16 polos-base passaram da categoria moderada para severa. Com isso, o número de unidades nessa situação saltou de sete para 23.
Já no DSEI Yanomami, o polo Apiaú entrou na classificação de seca extrema, sendo o primeiro caso nessa categoria entre as unidades monitoradas. O polo Ajarani também registrou agravamento, passando de seca moderada para severa.
Ao todo, os 18 polos-base que avançaram para as categorias severa ou extrema estão em Roraima e atendem aproximadamente 28,3 mil pessoas.
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