Hospital Municipal deve reduzir espera por tratamento em UPAs
Redação Tribuna do Norte • 21 de setembro de 2026 • 22h04

Os atendimentos no Hospital Municipal de Natal São Padre Pio começaram na noite da última quarta-feira (16), com 18 leitos pediátricos e a realização de procedimentos no Centro de Diagnóstico por Imagem. Os atendimentos são todos feitos por regulação e devem ter os serviços ampliados em cerca de um mês, quando 55 leitos estarão em funcionamento nesta primeira etapa. No final do próximo ano, a unidade deverá estar em funcionamento integral, com 350 leitos. Até a manhã desta segunda-feira (21), 10 crianças haviam passado pelo setor de internação do hospital.
Com o funcionamento pleno da primeira etapa, o tempo máximo de permanência de um paciente em tratamento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital será de 24 horas, conforme estima o secretário de saúde de Natal, Geraldo Pinho. “A gente sabe que existem casos onde pacientes que estão nas salas amarelas e vermelhas das UPAs acabam esperando mais de um dia para começar a tratar, então os leitos de enfermaria adulta vão acelerar esse tempo de permanência, fazendo com que eles não fiquem mais que 24 horas dentro dessas unidades”, explicou.
De acordo com o secretário, do total de 55 leitos que estarão em operação neste ano, além dos 18 voltados à pediatria, haverá outros 18 para adultos, 10 de UTI, 6 de saúde mental adulta e três leitos para complicações na área cirúrgica. “Esta semana chegam os leitos de UTI e também começam a funcionar em breve os leitos adultos e o serviço de tomografia”, descreve o secretário. De acordo com ele, o último passo dessa primeira etapa é a chegada de dois centros cirúrgicos, que estavam previstos para o próximo ano, na segunda fase.
Por enquanto, além da pediatria, o hospital conta com a realização de procedimentos como ultrassonografia, ecocardiograma, colonoscopia, endoscopia e raio-x. “Ao final de 2027 e início de 2028, teremos 350 leitos incluindo diversas especialidades. As obras estão acontecendo paralelamente e não impactam o funcionamento desta primeira etapa”, descreve o secretário, ao celebrar o início das operações. “É uma sensação de dever cumprido. Essa obra é um divisor de águas, que vai trazer assistência para Natal e para a Região Metropolitana”, frisa Geraldo Pinho.
Segundo o secretário, a decisão de iniciar os atendimentos pela pediatria tem a ver com o objetivo de esvaziar o Hospital Maternidade Araken Irerê Pinto. Outro ponto é que, dos 18 leitos infantis, seis são para psiquiatria infanto-juvenil. “Não existe nenhum equipamento hoje na rede que interne o paciente de 14 a 17 anos, 11 meses e 30 dias e essa é uma dificuldade que a gente deixa de ter”, diz o gestor.
O secretário reforçou que o atendimento na nova unidade não será porta aberta — portanto, os pacientes deverão ser regulados de outras unidades. A ideia, no entanto, é de que algumas especialidades, como ortopedia, funcionem sem precisar de regulação, mas este é um aspecto que será definido com maior precisão futuramente. “Importante frisar que tudo, por ora, será regulado pela própria rede, desde cirurgias a exames eletivos, com priorização das urgências e emergências”, afirma.
Os atendimentos iniciados na nova unidade, segundo o secretário, já provocaram impactos significativos, com o esvaziamento dos leitos de pediatria do Hospital Maternidade Araken Pinto. “Até a noite do domingo, quando chequei os dados, também não havia nenhuma criança à espera de internação nas UPAs”, relatou o secretário na manhã desta segunda.
A pequena Emily, de 7 anos, foi uma das primeiras pacientes a receber atendimento no hospital. Segundo o pai da menina, o técnico em telecomunicações Sérgio Rodrigues, o atendimento na unidade surpreendeu. “A gente veio da Araken e foi surpreendido com a estrutura daqui, que é de primeiro mundo. Não esperávamos por isso”, disse Sérgio, que estava na expectativa pela alta da filha ao longo do dia de ontem.
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