SABORES DA TERRACamu camu, tucupi preto e castanha: empreendedora aposta em doces regionais para a Expoferr Os sabores característicos de Roraima ganharam uma versão adocicada e artesanal: os brigadeiros produzidos pela empreendedora Mara Cíntia Pereira trazem a riqueza dos elementos da natureza local para o paladar de quem visita a Expoferr. Em entrevista à FolhaBV, Mara contou que a ideia surgiu da vontade de mostrar que os produtos da terra também […]
Os sabores característicos de Roraima ganharam uma versão adocicada e artesanal: os brigadeiros produzidos pela empreendedora Mara Cíntia Pereira trazem a riqueza dos elementos da natureza local para o paladar de quem visita a Expoferr.
Em entrevista à FolhaBV, Mara contou que a ideia surgiu da vontade de mostrar que os produtos da terra também podem ganhar espaço na confeitaria. Para ela, existe uma riqueza de ingredientes regionais que ainda é pouco explorada, principalmente porque parte da população não conhece as possibilidades de consumo desses alimentos.
“Eu sou filha de roraimense, o meu avô foi um dos pioneiros daqui de Roraima. E aí a gente não tem os doces roraimenses porque as pessoas não conhecem ainda. A gente não tem uma cultura de comer as coisas que são nossas da terra, daqui de Boa Vista e de Roraima. Então, eu estou tentando trazer para as pessoas e fazer com que provem as frutas que nós temos aqui”, explica.
Conheça os sabores
Entre as receitas desenvolvidas estão os brigadeiros de caçari, também conhecido como camu-camu, além de castanha-do-pará e cupuaçu. Esta última opção possui uma versão vegana, preparada sem leite condensado ou creme de leite, utilizando apenas castanha e doce de cupuaçu.
A empreendedora também regionaliza receitas tradicionais, como o creme brûlée, que recebe cumaru no lugar da baunilha convencional. Conhecido como baunilha da Amazônia, o ingrediente proporciona um sabor característico à sobremesa. Outra aposta é o brigadeiro de tucupi preto, produzido a partir de um ingrediente tradicional da culinária amazônica.
A produção dos brigadeiros exige um preparo delicado e bastante estudo do comportamento dos ingredientes, dedicando horas de trabalho para que o produto chegue até o consumidor.
Apesar da resistência inicial de quem ainda não conhece determinados ingredientes, a experiência costuma mudar a percepção do público depois da primeira prova.
“É assim, as pessoas têm receio porque não conhecem. Quem nunca comeu tucupi, por exemplo, acha exótico. Mas, quando prova, gosta. O cumaru também o pessoal ama, acha até mais gostoso do que com a baunilha mesmo. E o de camu-camu tem aquele sabor azedinho, um pouquinho amargo. Está tendo uma saída legal, o pessoal está gostando”, destaca.
A proposta é fazer da confeitaria uma forma de aproximar o público da cultura amazônica, valorizando tanto os produtos da terra quanto as pessoas que trabalham para mantê-los presentes na alimentação local.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Ver nota original ↗
¿Querés un resumen rápido de esta noticia, hecho por nuestra IA?
