Presidente do Paraguai pede prazo para preparar defesa
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, solicitou nesta sexta-feira (6) mais 72 horas para preparar sua defesa no processo de impeachment. O pedido ocorre em meio à crise bancária que levou ao congelamento dos depósitos de quase metade da população e motivou a abertura do processo contra o chefe do Executivo.
Peña deve comparecer nesta sexta-feira ao Senado, depois que o Parlamento suspendeu a análise de sua renúncia, apresentada pelo chefe de Estado na quinta-feira.
"Fui notificado às 22h15 (mesmo horário de Brasília) com uma peça acusatória e cerca de 300 páginas de anexos, e querem que eu responda em menos de 12 horas. Isso não é devido processo legal", escreveu Peña no X.
Os legisladores estavam debatendo a prorrogação solicitada pelo chefe de Estado, informou à imprensa local o senador Basilio Núñez, presidente do Senado.
A crise eclodiu na terça-feira, quando o Banco Central decidiu intervir no Ueno Bank e congelar as contas de cerca de três milhões de clientes, além de grandes recursos estatais ali depositados.
Peña, ex-ministro da Fazenda que assumiu a presidência em 2023, detinha ações de um grupo que controlava o banco, das quais se desfez em 2025.
O caso escalou em poucos dias e resultou na renúncia do presidente do Banco Central.
Também foi iniciada uma investigação na justiça paraguaia, que levou à prisão de oito executivos do banco.
Milhares de pessoas protestaram na quinta-feira, pela terceira noite consecutiva, na capital Assunção e em outras localidades, como Ciudad del Este.
Além de exigirem a devolução de seu dinheiro, os manifestantes pedem a destituição de Peña e, alguns, a sua prisão.
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